Archive julho 2018

VOCÊ JULGA AS PESSOAS PELA APARÊNCIA?

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Mãe humilha um homem sujo em frente à sua filha, então ele revela sua real identidade.

Muitos de nós, no caminho de volta para casa após um longo dia de trabalho, geralmente costumamos parar em alguma padaria/mercearia para comprar ou comer algo. Há quem trabalhe ao ar livre, em serviços que exigem muito do físico do funcionário, fazendo com que ao final do dia, ele esteja um pouco sujo.

Foi isso que aconteceu com Andy Ross, de Washington, EUA. O homem, ex-médico de operações especiais e, atualmente, trabalhando no ramo de construções, estava parado em frente a uma mercearia depois no final do dia com o rosto sujo, e percebeu que uma menininha estava lhe olhando.

Andy apenas retribuiu o olhar, até que a mãe da garota fez algo que vai te surpreender. Confira o final dessa história no relato em que o próprio homem contou:

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Este é Andy sem o rosto sujo:

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Fonte: CRIATIVES

 

 

Sobre VIVER…

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Sobre VIVER…

Viver é uma peripécia…
Um dever, um afazer, um prazer, um susto, uma cambalhota…Entre o ânimo e o desânimo, um entusiasmo ora doce, ora dinâmico e agressivo.
Viver não é cumprir nenhum destino,
não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte.
Ou pelo azar.
Viver é ter fome.
Fome de tudo.
De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros.
Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera.
Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade.
A vida não é fácil, nem justa, e não dá para a comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente,
o que não veremos nem sentiremos mais tarde.
Viver é observar, fixar, transformar.
Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre.
A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos.
Viver é sempre uma ocasião especial.
Uma dádiva de nós para nós mesmos.
Os milagres que nos acontecem têm sempre uma impressão digital.
A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão.
E exige soluções.
A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo.

A vida é a mais séria

das coisas divertidas…

do poeta português Joaquim Pessoa

Precisamos de um VAR para a vida? 10 lições da Copa para o ambiente de trabalho

VAR

Sem ter sido cotada entre as favoritas no início da Copa 2018, a Croácia chegou invicta à final contra a França GABRIEL BOUYS / AFP

Especialistas em carreira apontam: o que aconteceu na Rússia pode servir de exemplo também a quem não entra em campo.

A Copa do Mundo deixou exemplos para além das quatro linhas do gramado. Quem viu a superação da Croácia, o brilho de Mbappé e a queda precoce da Alemanha pode aprender muito mais do que apenas ensinamentos sobre o futebol.

— O Mundial nos trouxe grandes lições corporativas. Que possamos aproveitá-las com sabedoria e, mais do que isso, aplicá-las na prática — defende Ronald Dennis Pantin Filho, presidente e fundador da Sociedade Gaúcha de Coaching (SGC).

Para André Streppel, diretor-executivo da WK Outsourcing, empresa que presta consultoria em recursos humanos, a competição evidenciou ainda que talentos individuais não bastam para formar uma equipe campeã:

— É aquela história de que, quando a equipe está bem, o talento individual aparece mais. A Copa mostrou bem que até os melhores do mundo, como Cristiano Ronaldo e Messi, têm seus dias ruins, mesmo em momentos tão importantes. É o que acontece também no nosso dia a dia.

O grande exemplo desta Copa é que o coletivo superou o individual. Vivemos em uma época em que palavras como cooperação e colaboração ganham cada vez mais importância dentro das empresas, e acredito que essa é uma das grandes lições que a Copa nos trouxe. As empresas devem apostar cada vez mais na sinergia das marcas pessoais dentro de seus times – explica Ilana Berenholc, especialista em presença executiva.

Inspirados na competição, três profissionais de desenvolvimento de carreira ouvidos por GaúchaZH destacaram exemplos que podem servir de lição para quem quer avançar na profissão ou conquistar mais confiança na vida pessoal. Confira abaixo:

A força da Croácia

Desacreditada, sem ter sido cotada entre as favoritas no início da Copa 2018, a Croácia chegou invicta à final contra a França. Só perdeu a última partida, mas saiu com um honroso – e histórico – segundo lugar. Não foi fácil: a Croácia enfrentou três prorrogações (e duas decisões por pênaltis) na fase de mata-mata da competição, contra a Dinamarca, nas oitavas de final; contra a Rússia, nas quartas de final; e contra a Inglaterra, na semifinal.

— Os jogadores pareciam não se abalar. Mesmo saindo atrás no placar em muitas partidas, se mantinham tranquilos, iam pra cima e revertiam a desvantagem. Isso deve ser tomado por todos como um exemplo de como suportar a pressão e sempre dar o seu melhor – garante Ronald Dennis Pantin Filho, presidente da Sociedade Gaúcha de Coaching (SGC), com 30 anos de experiência na gestão de pessoas em grandes empresas.

A liderança de Tite

Mesmo com o resultado adverso, Tite saiu defendido pela maioria dos brasileiros – o que, na avaliação dos especialistas, demonstra um grande amadurecimento inclusive para a população do país, que geralmente cobra do comandante da Seleção nada menos do que o título.

— O apoio a Tite é uma das poucas certezas para as próximas competições e a Copa de 2022. Ele exerce um tipo de liderança humanizada, em que os integrantes da equipe sentem-se parte de um todo maior. Isso acaba dando um sentido muito forte de missão ao time – entende Pantin Filho.

O rodízio de Tite

Apesar dos elogios ao técnico da Seleção Brasileira, o coach Pantin Filho aponta dois erros da gestão de Tite: a indicação de um capitão diferente a cada partida – “um time precisa entender quem é o seu líder e reforçar cada vez mais a figura dele” – e a hesitação em fazer substituições na partida contra a Bélgica – “um jogo nas quartas exige do técnico decisões rápidas e ousadia”.

A estrategista em personal branding Ilana Berenholc acrescenta:

– Muito se falou da preferência dele por certos jogadores, dando pouca ou nenhuma oportunidade a outros. Não há nada que possa gerar mais insatisfação em uma equipe do que o sentimento de que oportunidades são dadas por preferência, e não por mérito. Outra questão é o fato de não ter escolhido um capitão. As pessoas querem autonomia para realizar seu trabalho, mas ainda assim querem uma figura que seja como uma bússola para aquela equipe.

A demissão na Espanha

Dias antes de começar a Copa, o Real Madrid anunciou que, com a saída de Zinedine Zidane, o então técnico da Espanha, Julen Lopetegui, seria o novo comandante da equipe. Sentindo-

se traída, a federação espanhola não gostou de não ter feito parte das negociações e demitiu Lopetegui. Fernando Hierro assumiu a equipe às pressas na Rússia.

— Demitir o seu treinador no início da Copa foi um gol contra violento. Seria o mesmo que tirar um presidente de uma empresa em meio a uma negociação histórica com algum cliente. Mesmo que o time tenha dito que isso não refletiu dentro do campo, o desempenho da Espanha na Copa, desclassificada pela Rússia nas oitavas, fala por si só – avalia Pantin Filho.

Palmas a quem fez seu melhor

O Panamá perdeu os três jogos que disputou e sofreu 11 gols, mas os dois que marcou foram comemorados como títulos.

— Muita gente diz que o importante é participar. Mas não acho isso. O importante, como aconteceu com seleções como a do Panamá na Copa, é cada um fazer o seu melhor. Se o seu melhor é conseguir fazer um gol, mesmo tomando seis, vai ficar todo mundo feliz, e isso tem mesmo de ser celebrado — aponta André Streppel, diretor-executivo da WK Outsourcing.

GABRIEL BOUYS / AFP
MbappéGABRIEL BOUYS / AFP

A ascensão de Mbappé

Se Neymar saiu contestado e Cristiano Ronaldo e Messi deixaram a Copa sem muito brilho, uma estrela francesa despontou: o agora campeão do mundo Mbappé. E isso, apontam gestores de carreira,não se deve apenas ao seu talento.

— As competências técnicas, o que chamamos de hard skills, não são suficientes para ser uma referência, seja no campo de futebol ou no meio corporativo. Jogadores que se tornam ídolos apresentam algumas características em comum: além do talento, eles têm soft skills, as habilidades de relacionamento interpessoal, comunicação, inteligência emocional e empatia – diz Ilana Berenholc.

Ela afirma que Mbappé ainda precisa construir sua reputação:

— A reputação leva tempo para se desenvolver, o público precisa perceber a consistência na demonstração do comportamento de um profissional em diferentes ocasiões.

A ausência na Argentina

Desde os primeiros jogos da Argentina, transpareceu a falta de liderança do treinador Jorge Sampaoli. O técnico acabou fragilizado após rumores de supostas discussões com seus jogadores, sendo vaiado nas últimas partidas.

— Ficou clara a sua falta de liderança, pois logo depois da Copa foi demitido. Não adianta ter craques/talentos se não houver uma liderança firme e forte no comando. Talentos têm habilidades que devem ser corretamente direcionadas por uma líder carismático e equilibrado — diz Pantin Filho.

Precisamos de um VAR para a vida?

Um dos protagonistas da Copa sequer entrou em campo. O árbitro de vídeo, o VAR, foi decisivo em várias partidas, incluindo a final. Também inibiu a deslealdade e a violência, afinal, os jogadores sabiam que estavam sendo mais monitorados.

Será que nos ambientes de trabalho também é assim?

— Certamente nos comportamos bem melhor quando estamos sendo observados — diz Streppel, citando as semelhanças entre o VAR e a presença constante de câmeras também nas empresas e no dia a dia.

Não é só com registros em vídeo que a reputação de alguém pode ser afetada. Os profissionais de desenvolvimento de carreira salientam que falar mal dos colegas pelas costas, espalhar boatos e fazer críticas enciumadas no trabalho podem nem ser gravadas, mas, invariavelmente, acabam descobertas. E quem fica mal nessa história, como em uma revisão do VAR que mostra a farsa de um jogador, é quem estava mais buscando diminuir o reconhecimento de outros antes do que se preocupar com os próprios feitos.

A decepção com Neymar

JOE KLAMAR / AFP
NeymarJOE KLAMAR / AFP

O futebol abaixo de seu potencial e as encenações em campolevaram Neymar a sair da Copa contestado pela torcida brasileira – e ainda como motivo de piada internacional.

— Neymar demonstrou, mais uma vez, que sente o peso de ser cobrado e referenciado como craque. Fica evidente a falta de inteligência emocional em momentos adversos — afirma Pantin Filho.

Comparando a decepção com Neymar ao dia a dia das empresas, ele diz que seria equivalente pensar que um grande executivo, em meio a uma situação de crise nas vendas ou no faturamento, se mostre fraco diante do seu time e perante os seus superiores.

— Com uma grande diferença: o executivo não deu resultado, “tchau”, vai embora. A empresa coloca no lugar alguém que dê. Já no caso do Neymar, não é assim.

E como recuperar-se de uma imagem manchada? Com o camisa 10, foram as encenações, mas e quem passa por um vexame na festa da firma, por exemplo? A ordem é entender o problema, aprender com o que aconteceu e tentar evitar novas recaídas.

Todo profissional tem um lado sombra: aqueles comportamentos que podem influir negativamente na carreira e nos relacionamentos profissionais. É preciso saber administrá-los, já que são os maiores fatores de risco, independentemente de quão talentoso ele seja – afirma Ilana.

A queda das grandes

Para os especialistas, a queda de Brasil, Alemanha e Argentina antes das semifinais encontra paralelo com a situação por que passam grandes empresas em um mundo globalizado. Streppel afirma:

— Cada vez mais gigantes estão tendo sérios problemas para lidar com mudança, com inovação.

Para ele, seleções tradicionais, assim como empresas reconhecidas, têm dificuldades naturais para lidar com novos processos: enquanto nelas mudanças demoram mais a acontecer, start-ups – ou equipes como uma Bélgica ou uma Croácia – têm mais facilidade para inovar, assim pegando de surpresa quem já está no mercado, seja o corporativo ou o esportivo, há mais tempo.

— Seleções maiores vivem o mesmo dilema que as empresas muito grandes, que é o de conseguir mudar de maneira significativa em um curto espaço de tempo – conclui o diretor de RH.

 

Fonte: GAUCHA ZH

Home office: 81% dos brasileiros sonham em trabalhar de casa

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Home office: 81% dos brasileiros sonham em trabalhar de casa

É difícil encontrar quem se arrependa de ter feito a escolha. Apesar dos desafios, o teletrabalho vem se tornando cada vez mais popular.

Cansada do ambiente fechado e da pouca flexibilidade do escritório, Pollyanna Aires, 35 anos, sentiu que era hora de repensar a carreira quando ficou grávida pela primeira vez, em 2012. Com a vinda de Manuela, a rotina engessada não era mais atrativa. “Pedi demissão do call center e terminei meu curso de corretora de seguros. Trabalhar em casa me proporcionaria tempo para cuidar da minha filha”, conta.

Pollyanna não se arrepende. Desde que começou o home office, prática cada vez mais comum no Brasil, a corretora de seguros afirma conseguir aproveitar mais a vida. Quando quer viajar, não precisa tirar férias — é só colocar o computador na mala e trabalhar independentemente de onde estiver no mundo.

De acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de 2017, a maioria da população gostaria de ter uma rotina parecida com a da corretora de seguros: 81% dos entrevistados afirmaram desejar ter flexibilidade de local de trabalho e 71% flexibilidade de horário. As duas coisas são (bastante) possíveis no home office.

A corretora de seguros também implementou mais atividade física à rotina, gasta menos tempo presa dentro de um carro e ainda passa o dia com os filhos, Manuela, 5 anos, e Eduardo, 3. Trabalhar em casa tem vários desafios (encaixar as horas de produtividade são complicadas quando se tem Netflix a alguns cliques de distância), e, além da falta de contato com os colegas da área, a corretora de seguros ressalta a necessária disciplina e organização.

“Pela manhã fico com as crianças e cuido da casa, em casos de emergência resolvo algumas coisas. No período da tarde, quando elas estão na escola, consigo me dedicar mais ao serviço. De vez em quando, aproveito a noite e o final de semana para tratar pendências”, explica. Segundo a pesquisa Global Evolving Workforce, patrocinada pela Dell e Intel em 2014 — apesar de os adeptos desse meio de produção terem tendência a trabalhar mais por não ter horários definidos —, os benefícios são maiores.

Foram entrevistados brasileiros que fazem home office e 45% garantem que dirigem menos, 52% passam mais tempo com a família, 33% dormem mais e 49% se consideram menos estressados — e, além de tudo, 54% ainda acreditam terem se tornado mais produtivos.

É o caso de Felipe Cruxen, 37 anos. Para ele, os escritórios no Brasil cumprem mais uma função social. “O ambiente significa socializar, bater papo, sair um milhão de vezes para fumar ou beber café. Não produzo bem”, comenta. Na empresa onde atua como cloud operator (serviço de consultoria e ajuda no desenvolvimento das nuvens de informação), ele faz parte de uma equipe na qual trabalhar de casa não é exceção, mas a regra. “Temos pessoas da Colômbia, Sérvia e Singapura. Todos contribuem de forma remota. Eu monto meu ambiente, converso se quiser e posso me focar nas prioridades”, argumenta.

Além da produtividade, não perder tempo no trânsito e poder estar mais focado são outros benefícios listados pelo cloud ops. Ele ainda aponta que existem vantagens para a empresa, como menos gastos com aluguel de espaço, água e limpeza. A maior dificuldade, avalia, é definir horários. “Como acordo e durmo no ‘trabalho’, é muito fácil passar o dia inteiro dedicado à atividade, sem horário para início ou fim”, pondera.

Teletrabalho no serviço público
Depois da regularização do chamado teletrabalho no novo conjunto de leis trabalhistas, até as empresas públicas estão trocando o tradicional escritório pela possibilidade de contar com colaboradores à distância. Desde 2015, funcionários de várias áreas do Banco do Brasil passaram a realizar suas atividades profissionais de casa — e a empresa garante que houve aumento na produtividade.

“O BB enxerga o trabalho remoto como uma grande possibilidade de evolução nas relações de trabalho. Ainda estamos testando a melhor forma de ampliar esta realidade em uma empresa tão grande e com características tão peculiares, mas já demos alguns passos”, explica Caetano Minchillo, diretor de gestão de pessoas do Banco do Brasil. Ele conta que cerca de 200 funcionários de áreas de gestão de pessoas, jurídica, ouvidoria e SAC trabalham de casa, e alguns comparecem à empresa, no mínimo, quinzenalmente.

Caetano diz que a experiência, iniciada apenas com funcionários de TI, se mostrou muito rica e os ganhos na produtividade e na qualidade de vida valeram a pena. “A expectativa do Banco a partir desse piloto é mensurar os ganhos para os funcionários em satisfação e qualidade de vida, além de avaliar a contribuição para questões como a mobilidade urbana, a redução dos Gases de Efeito Estufa pela redução de deslocamentos de carro e redução de usuários no transporte público”, afirma.

“Não passava pela minha cabeça exercer teletrabalho”, confessa o assessor da diretoria de tecnologia do Banco do Brasil Luiz Cláudio Lauxen, 38 anos. A função em casa começou há pouco tempo, em maio, e apesar da diretoria do banco ficar em Brasília, Luiz está instalado em Nova Mutum, no Mato Grosso. A família foi decisiva na escolha do modelo de produção.

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“No início de 2018, o teletrabalho pareceu uma possibilidade de morar perto dos familiares (tenho uma filha de 2 anos que estava morando longe dos primos e avós) e ainda economizar um pouco”, explica. O assessor precisou ler bastante a respeito para decidir trabalhar de casa, mas está realizado com a escolha.

Mesmo preferindo atuar em home office, Luiz Cláudio enxerga obstáculos para quem não passa o dia em um escritório. A empresa, na opinião do assessor, precisa ter uma infraestrutura tecnológica que possibilite o funcionário trabalhar como se estivesse no escritório.

“Nisso, o Banco do Brasil está indo bem”, pondera. “Além do mais, todos precisam entender que o colega teletrabalhador faz parte da equipe, apenas não senta ao lado. Percebo diariamente um esforço por parte de integrantes da equipe em não me deixar de fora das reuniões e atividades”.

FONTE: SITE METRÓPOLES 

 

 

 

As desculpas que restam para os que não inovam são arrogância, ignorância, medo ou a preguiça mesmo

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Quem quer faz, quem não quer inventa desculpa! A frase é tão utilizada que é difícil identificar quem deu este tapa na cara pela primeira vez. Mas é um bom recurso para levantar e começar afazer ou aceitar o seu verdadeiro tamanho e ficar sentado.

Mas depois que abordagens eficazes para inovação como Lean Startup, Design Thinking, Duplo Diamante ou desenvolvimento ágil passaram a ser praticadas por empresas de qualquer porte e setor, não resta mais nenhuma barreira para começar a inovar. São lógicas que deveriam ser aceitas por qualquer tomador de decisão na companhia pois privilegiam o baixo custo, a rapidez e o aprendizado.

Desta forma só restam as desculpas para empresas que não inovam. A mais comum delas é a arrogância. Quando o professor Clayton Christensen publicou o livro O Dilema do Inovador há vinte anos, leitura obrigatória para qualquer um que se diz especialista no assunto, ele apontou para as principais demonstrações óbvias de arrogância de organizações que perdem as grandes oportunidades de inovações. A primeira prática é que estas empresas costumam ouvir seus clientes. E o cliente sempre pedirá uma melhoria ou algum ajuste e nunca será capaz de pedir algo que sequer existe. Thomas Edison, Henry Ford, Steve Jobs ou Bill Gates teriam desistido se tivessem pesquisando antes se os clientes desejavam uma lâmpada, um automóvel, um computador ou um sistema operacional.

O segundo reflexo é a necessidade de calcular detalhadamente o tamanho do mercado e seu crescimento esperado. Reed Hastings até que tentou vender a empresa que fundara, a Netflix,para a Blockbuster em 2000, mas John Antioco, o CEO da rede de locadoras que arrasava quarteirões, declinou, pois, para ele, o mercado de vídeo sob demanda era muito pequeno e não tinha potencial de crescer. O terceiro sinal de arrogância é que as empresas investem onde o retorno é mais alto. Não há nada mais óbvio do que esta constatação, por isto a IBM estava absolutamente certa de que o negócio estava na venda de microcomputadores, muito mais lucrativo, e não dos sistemas operacionais (que por sinal, já vinham instalados na sua máquina).Quase 40 anos depois, grandes empresas estão cometendo o mesmo “acerto” quando abrem suas portas para nos novos Bill Gates, acreditando que a conta com startups sempre é lucrativa pois os custos são baixos.

Mas a afirmação mais arrogante de todas é a crença de que dominam grandes mercados e só por isso estão imunes aos ataques de startups nascentes ou de inovações “de nicho” como pensam.Os executivos da Barnes & Noble e da Border´s riram quando um executivo de Wall Street se mudou para a distante Seattle para criar uma livraria online e de lá, distribuir produtos para todo o país. Mais bisonho do que a localização era o nome ridículo da startup, Amazon. Mas os arrogantes estão absolutamente corretos nas suas decisões lógicas. Não há o que discutir quando o jogo é o mesmo. Mas nunca é quando se inova.

O segundo tipo de desculpa é a ignorância. O que é blockchain e ióte? – Pergunta um diretor executivo de uma das principais empresas logísticas do país. Meses depois ele não estava mais na empresa…. Muitas companhias percebem que estão indo tão bem. Mas é culpa da economia, da concorrência, da situação política, mas nunca da ausência de compreensão em perceber que o jogo mudou ou vai mudar drasticamente.

Ainda resta como desculpa o medo de inovar. Mas o verdadeiro medo não é de inovar, mas de fracassar diante dos seus colegas. Organizações que não inovam punem exemplarmente quem erra. Dizem que não vão promover apenas o acerto, já que o erro ensina. Mas no final do ano, só o acerto promove.

E de todas as desculpas, a mais surpreendente é que inovar dá trabalho. Para preguiçosos assim,obrigue-os a encontrar soluções para os desafios mais complexos. O preguiçoso sempre encontrará uma solução rápida e criativa para se livrar do problema.

Marcelo Nakagawa é Professor de Inovação e Empreendedorismo do Insper

Fonte: http://blogs.pme.estadao.com.br/blog-do-empreendedor/as-desculpas-que-restam-para-os-que-nao-inovam-sao-arrogancia-ignorancia-medo-ou-a-preguica-mesmo/

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