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Virou líder? Conheça os desafios que vêm pela frente

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Independente da área de atuação, todo mundo almeja ter reconhecimento profissional e ascender na carreira. Entretanto, a fase de transição é repleta de desafios, especialmente quando se assume um cargo de liderança.
Esse momento exige desenvolvimento de competências e um planejamento especial para os primeiros meses, período essencial para a consolidação da liderança. Outro ponto que irá influenciar, e muito, a nova gestão é a adaptação.
No mundo corporativo, a capacidade de se adaptar a um novo cenário é entendida como uma competência essencial. O grau de adaptabilidade (mais rápido ou mais lento) pode significar ganhos ou perdas significativas para o negócio. O quanto antes conseguir se adaptar, mais rápido serão os resultados.
A transição para a liderança é difícil porque representa uma série de mudanças que irão aumentar o seu raio de abrangência e visão do negócio. Uma delas consiste em deixar de responder pelos resultados individuais e passar a responder pela entrega do grupo.
O livro Pipeline de Liderança, de Ran Charan, Stephen Drotter e James Noel, nomeia essa transição como “primeira passagem”, que compreende três principais fatores de mudança. São eles: habilidades, alocação de tempo e valores profissionais.
Em relação às habilidades, a mais difícil está em deixar de fazer o trabalho anterior e passar a apoiar a equipe na execução. A dificuldade está em deixar de lado as competências que garantiram o reconhecimento até aqui, para incorporar outras habilidades do gestor como planejar, delegar, apoiar, avaliar e desenvolver pessoas.
Outro desafio importante é a alocação do tempo, isto é, como torná-lo produtivo. Conciliar as suas atribuições e estar disponível para a equipe, passa a ser um fator determinante para o sucesso da liderança. Essa condição é especialmente difícil para os gestores de primeira viagem, que tendem a realizar o trabalho anterior e não assumem a liderança do grupo.
Lembre-se, uma das maiores missões agora é inspirar e mobilizar a equipe para não apenas aceitar os valores da empresa, mas sim fortalecê-los e disseminá-los no dia a dia.
Quando analisamos o todo, vemos que um dos pontos mais difíceis é a mudança de valores profissionais. É preciso entender as práticas de liderança e gestão como impulsionadoras para os resultados com a equipe. Se você foi nomeado líder é porque mostrou ter capacidade para assumir a função e superar esses e outros desafios.
Aproveite a oportunidade para desenvolver suas competências e decolar sua liderança.
Por: Clarissa Santiago – Gerente de inovação e aprendizagem da Enora Leaders, empresa de educação corporativa especializada em aceleração de resultados.

CONTRATO ENTRE PAI E FILHO

“QUE SE AMEM PRA SEMPRE E SEJAM FELIZES”

O presente contrato visa acordo entre as seguintes partes: o pequeno ser que veio ao mundo chorando e que foi cuidado carinhosamente desde o nascimento até a presente data, doravante denominado FILHO (A); e aquele que dedicou sua vida a cuidar e amar os seus descendentes, doravante denominado PAI.
 
Fica através deste acordado que todo filho tem o direito de admirar seu pai e brilhar os olhos quando este chega do trabalho. É direito do filho exigir abraços longos e apertados; dormir em cima da barriga do pai nos finais de semana; abrir todos os seus sentimentos quando estiverem presos no engarrafamento; pedir para comprar todos os produtos que apareçam no seu campo de visão quando estiverem no shopping. Ao pai, fica assegurado o direito de dizer que está sem dinheiro.
 
É direito constituído ao filho reclamar, chorar por qualquer coisa, dizer que ninguém o entende e passar por uma fase difícil durante a adolescência. Fica assegurado ao pai o direito de colocar o filho de castigo e tirar dele o celular, mesmo sabendo que tais atitudes acentuarão os efeitos descritos na abertura deste parágrafo. Ao filho, cabe se arrepender depois de velho e declarar, mesmo que de maneira informal, “agora eu entendo meu pai”.
 
Fica assegurado o direito de todo pai passear com seu filho de mão dada. Todo pai tem o direito de dizer “eu te amo” em qualquer hora, local e situação. Todo pai tem direito a fazer cócegas na barriga da filha. Todo pai tem o direito de chorar nas apresentações escolares. Todo pai tem o direito de ser maquiado pela filha em um sábado à tarde. Todo pai tem o direito de imitar o lobo mau em restaurantes e correr atrás das crianças. Parágrafo único: objetos quebrados durante as brincadeiras deverão ser repostos.
 
Fica acordado que pai e filho nunca se separarão. Nunca brigarão pra sempre. Nunca dirão adeus. Nunca morrerão. Mediante viabilidade científica, fica garantida vida eterna, próspera e saudável para pais e filhos. Que se amem pra sempre e sejam felizes.
 
E por estarem assim justos e acordados, assinam em pensamento o presente contrato.
 
por Marcos Piangers

 

Comunicação para se destacar em entrevistas de emprego

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Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, nem sempre é fácil conseguir uma entrevista de emprego e, quando se consegue, muitas vezes é preciso disputar a vaga com outros profissionais. Com o desemprego em alta no Brasil – são 13,7 milhões de desempregados até o primeiro trimestre deste ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – torna-se ainda mais fundamental que o candidato trace estratégias para se diferenciar dos demais.

Em uma entrevista de emprego, os candidatos são avaliados desde o minuto em que cumprimentam o recrutador. É comum que, nos primeiros momentos da entrevista, seja feita a avaliação comportamental do candidato: se ele é introvertido ou extrovertido, se passa confiança, se sabe como se portar e se parece alinhado à cultura da empresa. Somente após esse primeiro contato é que a entrevista tem início, e passam a ser analisadas as habilidades técnicas do profissional.

Para o especialista em comunicação verbal Kim Archetti, o mais importante é buscar agir sempre da forma mais natural possível para conquistar a empatia do interlocutor ao longo da entrevista. “Quanto mais natural e à vontade o candidato estiver, mais o recrutador enxergará um profissional preparado para assumir o cargo na empresa”, diz.

Confira dicas que podem garantir o sucesso da entrevista de emprego:

Preparar-se
Uma entrevista pode causar nervosismo para algumas pessoas, fazendo com que falem demasiadamente ou até mesmo que se percam em seus discursos. “Para evitar que isso aconteça é preciso, antes de tudo, preparar-se sobre os conteúdos que deseja abordar a seu respeito durante a entrevista. Isso eliminará diversas possibilidades de ser pego de surpresa em alguma pergunta”, ensina Archetti.

O especialista também recomenda que o candidato pesquise sobre a empresa e os temas ligados à sua área de atuação. “Na maior parte do tempo, o candidato abordará questões sobre sua experiência e sua personalidade, mas é fundamental preparar-se para outros cenários, como falar o que acha a respeito da empresa ou o que espera sobre o segmento. Pensar sobre esses temas antecipadamente garantirá que o candidato aborde as questões de forma natural e mostre-se preparado”, comenta.

Agir de forma natural
Durante uma entrevista de emprego, além de o recrutador fazer suas próprias análises sobre cada candidato, em algum momento ele irá pedir por uma autoavaliação do profissional. Nessa hora, quanto mais o entrevistado conseguir expressar-se de forma clara e precisa, mais pontos ele contará a seu favor. “O segredo para abordar qualquer conteúdo de forma natural é dominar o que está sendo dito. Por isso, quanto mais a pessoa praticar, seja na frente de um espelho ou até mesmo com os amigos, mais ela conseguirá abordar o assunto naturalmente”, recomenda o especialista.

Manter o nível de atenção
Além de comunicar-se de forma clara, o candidato deve estar atento à linguagem corporal. Ela pode evidenciar o quanto de interesse está sendo direcionado para aquela situação. Através do modo de sentar-se ou de um olhar “perdido”, por exemplo, é possível perceber o nível de envolvimento de cada um. “Além de prestar atenção no recrutador, caso tenha contato com os concorrentes, fique atento ao comportamento de cada um. Vire-se para eles quando estiverem falando e evite distrair-se com outras coisas. Isso mostrará ao recrutador, além de respeito com os demais, que o candidato faz questão de acompanhar tudo o que está acontecendo no ambiente”, explica.

Ser protagonista
Para Archetti, todos devem ser protagonistas de suas próprias vidas, ou seja, destacar-se mostrando suas melhores habilidades e tudo que são capazes de fazer para agregar valor ao que está à sua volta. “Todos temos personalidade diferentes, o principal é saber como demonstrá-la de forma cativante e envolvente”, afirma ele.

Fonte: REVISTA MELHOR

Ricardo Eletro só terá novo dono em 90 dias

Negociação com fornecedores e bancos está prestes a ser concluída, mas entrada de novo sócio deve demorar ao menos três meses para ser homologada

Loja da Ricardo Eletro 

A Máquina de Vendas, dona da Ricardo Eletro, está prestes a concluir a renegociação de suas dívidas com fornecedores e bancos, mas o aporte financeiro de que precisa e a entrada de um novo controlador devem demorar ao menos três meses para serem efetivados. Isso porque os credores que não aceitarem o acordo da recuperação extrajudicial em curso podem impugná-lo na Justiça. O plano só é homologado após uma nova rodada de negociações com os insatisfeitos.

A homologação demora entre 90 a 120 dias. É preciso dar a entrada no processo e o juiz dá um prazo para os credores solicitarem a impugnação. Qualquer investidor só vai colocar dinheiro na empresa quando a questão da dívida estiver estruturada – explicou uma fonte próxima às negociações.

A dívida da Máquina de Vendas soma cerca de R$ 2,5 bilhões, mas menos de R$ 2 bilhões fazem parte do processo de recuperação extrajudicial – a empresa já tinha renegociado uma parte de sua dívida com bancos em outubro do ano passado.

Diferentemente da recuperação judicial tradicional, na extrajudicial a negociação é feita em grupos de credores, que podem ser divididos por tamanho da dívida, tipo do credor, moeda ou segmento de atuação. São várias negociações em paralelo.

O processo está avançado. Os credores estão apoiando a companhia, mas é uma negociação com muitos credores e não é possível afirmar se será concluída em um ou dois dias ou em um mês. Essa previsão muda todo dia – disse a fonte.

 

O plano precisa ser aprovado por no mínimo 60% de cada grupo de credores. As dívidas trabalhistas não fazem parte da renegociação.

Aporte de até R$ 1,2 bi

Com a dívida equacionada, a Starboard Restructuring Partners, fundo de gestão de investimentos em negócios em dificuldades e reestruturação de empresas, deve entrar no controle da Máquina, com um aporte de R$ 250 milhões. Esse valor pode subir para R$ 1,2 bilhão considerando os recursos de outros investidores e fornecedores, que negociam prazos para garantir capital de giro à varejista.

O fundador da varejista, Ricardo Nunes, está tocando o dia a dia da empresa.

Ele terá uma participação minoritária da nova companhia quando a negociação – tocada por assessores financeiros, jurídicos e investidores – for concluída.

Fonte: O GLOBO ECONOMIA 

A trajetória do mineiro Ricardo ‘Eletro’ Nunes

Ricardo Nunes, dono da Ricardo Eletro – Fábio Rossi / Agência O Globo

A trajetória do mineiro Ricardo ‘Eletro’ Nunes

Garoto-propaganda sai do comando, mas segue no que mais sabe: vender

“O Ricardo cobre qualquer oferta”, diz o bordão mais famoso da Ricardo Eletro.

A rede de lojas de eletroeletrônicos e eletrodomésticos — como bem já diz o nome — tem voz e rosto. Fundador da empresa, seu principal garoto-propaganda e confiante na estratégia de que a “garantia do melhor preço” é o caminho para o negócio crescer, o mineiro Ricardo Nunes se prepara para deixar o controle da companhia. Ele é peça-chave no processo de reestruturação da Máquina de Vendas — dona da Ricardo Eletro — que será comprada pela Starboard, afirmam fontes próximas à negociação.

A trajetória de Ricardo Nunes nos negócios começou ainda no início da adolescência, em Divinópolis (MG), onde nasceu. Depois da morte do pai, ele começou a vender mexericas na porta de uma faculdade. Aos 18, já levava mercadorias de São Paulo para a cidade mineira. Vendia ursos de pelúcia e eletrônicos portáteis. Era o início da Ricardo Eletro, criada em 1989.

Ricardo garante que a experiência em vendas ao longo da adolescência ensinou a ele como tratar e atender o cliente. Quando a rede nasceu, as grandes varejistas concorrentes já tinham bem mais tempo de estrada. Para avançar, ele abraçou a tática da calculadora, oferecendo sempre o melhor preço, numa estratégia para dar uma mordida no mercado.

A expansão teve início pelo interior de Minas Gerais, chegando a Belo Horizonte em dez anos. Em 2002, veio a expansão para o Espírito Santo e, em 2005, a entrada no mercado do Nordeste, começando pela Bahia. Dois anos depois, a Ricardo Eletro comprou a rede MIG, com forte presença na região Centro-Oeste. E desembarcou no Rio de Janeiro em 2008.

A grande mudança veio em 2010, quando a Ricardo Eletro e a Insinuante se uniram, dando origem à Máquina de Vendas, que inclui as redes Citylar, Eletroshop e Salfer. Desde 2016, no entanto, todas elas passaram a exibir a marca da Ricardo Eletro.

O empresário — famoso por negociar diretamente com parceiros e clientes, trabalhando mais de 12 horas por dia — tinha planos ambiciosos na época da fusão com a Insinuante. Pretendia fazer a rede dobrar de tamanho até a Copa de 2014, chegando a mil lojas e R$ 10 bilhões em faturamento, com 30 mil funcionários.

As coisas não saíram exatamente como planejadas, embora a rede tenha ampliado sua atuação pelo país. Em 2011, o empresário foi condenado à prisão por corrupção ativa, após ser alvo de denúncia oferecida pela Procuradoria da República. Ele teria pago propina a um auditor da Receita para livrar a Ricardo Eletro de uma autuação. Nunes recorreu da decisão.

A receita líquida da Máquina de Vendas encolheu de R$ 8,7 bilhões, em 2013, para R$ 5,5 bilhões, em 2016, dado mais recente disponível. A companhia passa por uma completa reestruturação, contando atualmente com 650 lojas e 13 mil funcionários. Segundo uma fonte próxima à empresa, 500 lojas foram fechadas desde 2014.

Com o pedido de recuperação extrajudicial, porém, a Máquina sela o acordo para que a Starboard adquira a companhia. Nunes vai deixar o controle, mas não irá se afastar do negócio que tem a sua cara. Ele vai permanecer na área comercial, afirma a mesma fonte, focado em vendas, firme na caminhada iniciada lá atrás, aos 12 anos.

SAIBA AINDA:

Ricardo Eletro só terá novo dono em 90 dias 

Fonte: Agência O Globo

 

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