Todos os posts de P.H

Meu Deus, como andamos chatos

Meu Deus, como andamos chatos, dei-me conta outro dia.

Não paramos de reclamar. Muitas vezes com razão: os impostos, o custo de vida, o desemprego, a violência, a prolongada adolescência dos filhos, a súbita falsidade de alguém em quem confiávamos tanto, a velhice complicada dos pais, a pouca autoridade das autoridades, a nossa própria indecisão…

Pensei que uma das coisas que andam ficando raras é a alegria, e comentei isso. Alguém arqueou uma sobrancelha:
– Alegria? A palavra está até com cheiro de mofo… Tanta coisa grave acontecendo, tanta tragédia, e você fala em alegria?

Pois comecei a me entusiasmar com a ideia, e provocativamente fui contando nos dedos os motivos que deveriam levar a que o grupo se alegrasse: a lareira crepitava na noite fria, uma amizade generosa circulava entre nós, três bebês dormiam ali perto, na sala ao lado, ouviam-se risadas e, apesar de sermos na pequena roda mais ou menos calejados pelas perdas da vida, tínhamos os nossos ganhos em experiência, amores, conhecimento, esperança.

Nenhum de nós desistira da jornada. Nenhum de nós era um malfeitor, um ser humano desprezível, ao contrário: a gente estava na luta, tentando ser decente, tentando superar os próprios limites. (…)

Repeti a minha pequena heresia:
– Eu acho que uma das coisas que andam faltando, além de emprego, decência e tanta coisa mais, é alegria. A gente se diverte pouco. Andamos com pouco bom humor.

Érico Veríssimo dizia: “em certos momentos o que nos salva nem é o amor, é o humor”. Um riso bom ou um sorriso terno em meio a toda a crueldade, falsidade, hipocrisia, violência de acusações abjetas, de calúnias vis, de corrupção escandalosa, de desagregação familiar melancólica, de mentira secreta e venenosa podem nos confortar e devolver a esperança.

Por: Lya Luft

Proposta polêmica – Entenda o projeto de lei da terceirização

Proposta polêmica

A Câmara dos Deputados aprovou nessa quarta-feira (22) o Projeto de Lei (PL) 4.302/1998 que libera a terceirização para todas as atividades das empresas. A terceirização é quando uma empresa contrata outra para prestar determinados serviços.

O texto aguarda agora sanção do presidente Michel Temer para entrar em vigor.

Saiba o que prevê o projeto aprovado:

Atividade-fim

Pelo projeto, as empresas poderão contratar trabalhadores terceirizados para exercerem cargos na atividade-fim, que são as principais atividades da empresa.

Atualmente, não existe uma legislação específica sobre a terceirização. Mas decisões da Justiça do Trabalho determinam que a terceirização é permitida apenas para as chamadas atividades-meio, ou seja, funções secundárias que não estão diretamente ligadas ao objetivo principal da empresa, como serviços de limpeza e manutenção.

O projeto prevê que a contratação terceirizada de trabalhadores poderá ocorrer sem restrições em empresas privadas e na administração pública.

Trabalho temporário

Foi alterado também o tempo máximo de contratação de um trabalhador temporário, passando de três meses para seis meses. Há previsão de prorrogação por mais 90 dias. O limite poderá ser alterado por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho.

O trabalhador que tiver cumprido todo o período (incluindo com a prorrogação) só poderá ser admitido novamente pela mesma empresa contratante após 90 dias do fim do contrato.

O projeto também permite a contratação de trabalhadores temporários para substituir empregados de serviços essenciais que estejam em greve. Fica proibida a contratação de trabalhadores por empresas do mesmo grupo econômico, quando a prestadora de serviço e a empresa contratante têm o mesmo controlador.

‘Quarteirização’

Conforme o projeto, será permitido à empresa de terceirização subcontratar outras empresas para realizar serviços de contratação, remuneração e direção do trabalho, que é chamado de “quarteirização”.

Condições de trabalho

É facultativo à empresa contratante oferecer ao terceirizado o mesmo atendimento médico e ambulatorial dado aos seus empregados, incluindo acesso ao refeitório. A empresa é obrigada a garantir segurança, higiene e salubridade a todos os terceirizados.

Causas trabalhistas

Em casos de ações trabalhistas, caberá à empresa terceirizada que contratou o trabalhador pagar os direitos questionados na Justiça, se houver condenação. Se a terceirizada não tiver dinheiro ou bens para arcar com o pagamento, a empresa contratante dos serviços será acionada e poderá ter bens penhorados pela Justiça para o pagamento da causa trabalhista.

Previdência

O projeto aprovado segue as regras previstas na Lei 8.212/91. Com isso, a empresa contratante deverá recolher 11% do salário aos terceirizados para a contribuição previdenciária patronal. E a contratante poderá descontar o percentual do valor pago à empresa terceirizada.

Fonte: Radio Itatiaia

Você é a favor ou contra a tercerização

(polls)

Deitado em berço esplêndido

investidor-acomodado
Por volta de 1880, George Eastman inventou o filme e a máquina fotográfica, dando origem à Kodak. Uma inovação que fez prosperar o mundo da fotografia por décadas. Quase cem anos depois, a própria Kodak inventou a fotografia digital, porém ignorou-a por entender como uma ameaça ao seu principal e próspero negócio de fabricação de filmes e produtos para revelação.
Em poucos anos, várias outras empresas mundiais, que sequer tinham know-how no ramo de fotografia, espalharam pelo mundo uma infinidades de modelos de câmeras digitais e smartphones, descomplicados e fáceis de usar. A Kodak, depois disso, perdeu espaço, teve que vender algumas empresas do grupo, e há vários anos vem tentando, com dificuldade, se manter no mercado.
Viver de realizações passadas seria o mesmo que dizer: “temos um enorme passado pela frente”, porque o que nos trouxe até aqui, pode não ser o que nos levará onde desejamos chegar.
Futuro não é um lugar para onde estamos indo, mas o lugar que estamos construindo. O que fizemos e realizamos até hoje ajudou a pavimentar a estrada que nos trouxe até aqui, contudo, a estrada que nos conduzirá ao futuro que desejamos ainda precisa ser construída com novos desafios e conquistas.
Por isso, não deixe que as conquistas do passado o levem a permanecer “deitado em berço esplêndido”, agarrado ao antigo, olhando para trás, impedindo-o de reconhecer as oportunidades, necessidades de mudança, reciclagem e aperfeiçoamento que o levarão a um futuro diferente e melhor.
Lembre-se: A única coisa que não muda é o fato de que tudo muda o tempo todo, portanto, não fique parado!
A experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido (Confúcio).

Qual é o perfil profissional mais procurado pelas empresas hoje?

Qual_é_o_perfil_profissional_mais_procurado_pelas_empresas_hoje.jpg

Quais são as principais habilidades listadas no seu currículo?

O que te destaca em um processo seletivo? Se a sua resposta for vontade de aprender ou capacidade de cumprir ordens, talvez esteja na hora de mudar a sua visão.

A competitividade do mercado de trabalho exige que as empresas procurem muito mais do que isso. Os recrutadores querem pessoas que agreguem valores e tenham um diferencial único que traga resultados rápidos e lucrativos.

Nessa hora, até mesmo qualidades e habilidades que você nem acreditava serem tão importantes podem ajudar. Se você souber como trabalhá-las, aquele seu interesse em aprender outras línguas, seu espírito criativo e a sua capacidade em lidar com mudanças podem te tornar o candidato que as empresas procuram.

Se você ainda estiver na faculdade, essa é a hora de começar a trilhar o caminho para se tornar o profissional do futuro. Por isso, continue lendo e acompanhe as nossas dicas sobre o que as empresas estão procurando em seus processos seletivos!

#1 VISÃO ESTRATÉGICA DE MERCADO

A instabilidade do mercado exige que os profissionais tenham uma visão clara sobre a realidade da área em que atuam. Propor ideias apenas para agradar a liderança ou que não estejam alinhadas com a realidade da profissão podem levar ao declínio de um profissional. Por isso, esteja sempre atento às novidades, principalmente as econômicas e políticas. Leia muito, mesmo que a sua área profissional não seja de Humanas. E o mais importante: observe o que a concorrência anda fazendo e como você pode se destacar perante ela.

#2 RESILIÊNCIA

O mercado de trabalho é instável e o dia a dia em uma organização, principalmente as que fazem mais sucesso, não é fácil. Ingressar em uma empresa e esperar que não haja situações adversas e problemas é algo que não existe nem nos contos de fadas.

Um candidato com perfil resiliente é um dos mais buscados nos processos seletivos e um dos mais apreciados no ambiente de trabalho. Isso não quer dizer que ele tenha que abaixar a cabeça para tudo, mas sim que deve encarar os problemas com otimismo, lidar com a rotina de forma positiva, resistir às pressões externas e estar aberto a ouvir críticas como uma forma de melhorar, e não como um ataque pessoal.

#3 FOCO

Internet, TV, contas a pagar, problemas políticos, redes sociais, estresse, trânsito… Hoje, qualquer pessoa tem que lidar com um número enorme de informações e problemas que acabam comprometendo o foco no que é realmente importante.

Colaboradores ambiciosos, que se focam no que fazem e têm uma meta profissional bem definida, são aqueles que conseguem abraçar desafios, superam obstáculos mais facilmente e trazem as melhores soluções para tornar o local em que trabalham ainda melhor.

Fonte: SLRH

Construção de imóveis residenciais para vender pode ser um excelente negócio

Construção

Construção de imóveis residenciais para vender pode ser um excelente negócio

Tudo depende da sincronia de todas as etapas envolvidas no processo, que vão desde a compra do terreno até a comercialização

A expectativa do mercado de construção civil é de que este ano termine com recuo de 0,98% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. “A partir de 2015, com o forte enfraquecimento da economia e as incertezas políticas, o cenário do mercado imobiliário brasileiro inverteu a tendência de crescimento”, avalia Enio Klein, CEO da K&G Sistemas e professor de vendas e marketing da Business School São Paulo. Segundo ele, esse cenário ainda vai durar algum tempo, até que as condições da economia retornem a um patamar favorável.

Tendo em vista esse cenário, um dos negócios que aparentam ser promissores é a construção de imóveis residenciais para vender, pois o mercado de moradias sempre tem a tendência a se recuperar primeiro. “É histórico. Isso porque as políticas governamentais, mesmo em tempos de crise, privilegiam os programas habitacionais. Há duas semanas, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em entrevista a um canal de notícias, afirmou que o governo pensa em ampliar os limites para compra da casa própria com recursos do FGTS. Segundo o ministro, o objetivo é beneficiar a classe média. Ou seja, com a injeção de recursos e financiamento, a construção de imóveis para moradias parece ser um negócio promissor”, afirma Enio Klein.

O especialista em vendas ressalta que a construção civil é uma atividade complexa. A começar pelo ciclo de produção, que pode variar conforme o tipo de projeto. Pode-se considerar construção de moradias, de instalações empresariais, de escritórios, salas comerciais, galpões ou fábricas. Isso sem contar estradas e obras de infraestrutura. “Tudo isso nos leva à conclusão de que, quando falamos em venda na construção civil, devemos qualificar muito bem o cenário. Pode ir da venda de serviços à comercialização de imóveis. Cada cenário traz à mesa ciclos, estratégias, capacitações e valores muito distintos, que tornam a atividade de vendas um capítulo à parte nessa indústria.”

Afinal, como desenvolver a atividade de vendas dentro de uma das principais indústrias de nossa economia? Enio Klein explica que, mesmo em um cenário de dificuldades, pessoas e empresas continuam demandando imóveis e construtoras continuarão a vender imóveis. O que muda? “Uma enorme sensibilidade a preços por parte de quem compra e uma gama bastante grande de ofertas e preços no mercado. Isso fortalece a atividade de vendas, que precisa ser repensada dentro do mercado imobiliário”, afirma. “Conversando recentemente com executivos comerciais de duas das principais construtoras do país, a opinião de que a postura de vendas precisa ser revista é unânime, tanto que se nota um movimento no mercado imobiliário no sentido de reciclar seus corretores. Tanto os autônomos quanto os empregados”, completa.

PLANEJAMENTO

Enio Klein, CEO da K&G Sistemas, diz que, mesmo em um cenário de dificuldades, pessoas e empresas continuam demandando moradia e construtoras continuarão a vender imóveis	 - Arquivo pessoalEnio Klein, CEO da K&G Sistemas, diz que, mesmo em um cenário de dificuldades, pessoas e empresas continuam demandando moradia e construtoras continuarão a vender imóveis

A lucratividade depende, em parte, de fases anteriores à venda, como a escolha do terreno e a construção do imóvel. “Esse processo começa com o planejamento do empreendimento, no qual respostas importantes devem ser obtidas: quem vai comprar, qual o nível de exigência em termos da qualidade do acabamento, localização, potencial de compra (quem compra e quanto pode pagar), entre outras exigidas em qualquer plano de negócios”, relata o especialista. “Durante o tempo das vacas gordas, muitos investidores entraram neste mercado e, por falta de planejamento e de um bom plano de negócios, quebraram a cara.”

Quando feitas com o cuidado devido, as margens de comercialização poderão ser bem maiores em função da maior valorização do imóvel. Mas a atividade de venda é decisiva para que essa atividade dê os resultados pretendidos. O especialista em vendas destaca que é muito importante, para aquele que irá comercializar imóveis, entender quais os perfis de indivíduos que foram a base da escolha do terreno, do projeto de arquitetura, da qualidade do material de construção e acabamento. Esses fatores estão associados ao preço do imóvel, o qual, no fim do dia, será o “valor percebido” pelo futuro comprador.

COMPORTAMENTO DO CLIENTE

Enio Klein diz que se o mercado a ser trabalhado pelo vendedor não for compatível com os parâmetros da construção, será muito difícil a comercialização dos imóveis e o vendedor corre o risco de falta de liquidez, além da necessidade de fazer concessões ou dar descontos para que possa vendê-los. “Entender o comportamento de compra do cliente é fundamental, assim como os custos da obra, para determinar as margens de lucro possíveis, levando-se em conta os valores de venda praticados para moradias semelhantes na mesma região.”

Tudo isso é vital para as margens e a lucratividade do empreendimento, observa Enio Klein. “A construção de casas para vender pode ser um excelente negócio. Porém, é importante sincronizar todas as etapas, desde a compra do terreno até a comercialização, tornando compatível a localização, o tamanho, a qualidade e o preço ao potencial mercado comprador. O papel do vendedor é importante para o negócio, pois dele depende a preservação das margens e o sucesso na conversão de vendas.”

Fonte: Lugar Certo

%d blogueiros gostam disto: