Meu Deus, como andamos chatos

Meu Deus, como andamos chatos, dei-me conta outro dia.

Não paramos de reclamar. Muitas vezes com razão: os impostos, o custo de vida, o desemprego, a violência, a prolongada adolescência dos filhos, a súbita falsidade de alguém em quem confiávamos tanto, a velhice complicada dos pais, a pouca autoridade das autoridades, a nossa própria indecisão…

Pensei que uma das coisas que andam ficando raras é a alegria, e comentei isso. Alguém arqueou uma sobrancelha:
– Alegria? A palavra está até com cheiro de mofo… Tanta coisa grave acontecendo, tanta tragédia, e você fala em alegria?

Pois comecei a me entusiasmar com a ideia, e provocativamente fui contando nos dedos os motivos que deveriam levar a que o grupo se alegrasse: a lareira crepitava na noite fria, uma amizade generosa circulava entre nós, três bebês dormiam ali perto, na sala ao lado, ouviam-se risadas e, apesar de sermos na pequena roda mais ou menos calejados pelas perdas da vida, tínhamos os nossos ganhos em experiência, amores, conhecimento, esperança.

Nenhum de nós desistira da jornada. Nenhum de nós era um malfeitor, um ser humano desprezível, ao contrário: a gente estava na luta, tentando ser decente, tentando superar os próprios limites. (…)

Repeti a minha pequena heresia:
– Eu acho que uma das coisas que andam faltando, além de emprego, decência e tanta coisa mais, é alegria. A gente se diverte pouco. Andamos com pouco bom humor.

Érico Veríssimo dizia: “em certos momentos o que nos salva nem é o amor, é o humor”. Um riso bom ou um sorriso terno em meio a toda a crueldade, falsidade, hipocrisia, violência de acusações abjetas, de calúnias vis, de corrupção escandalosa, de desagregação familiar melancólica, de mentira secreta e venenosa podem nos confortar e devolver a esperança.

Por: Lya Luft

Sucesso: Dez atitudes para lá chegar.

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Seja o que for que deseja melhorar na sua vida, ter uma ação correta é o caminho. Nos estudos, no trabalho ou na sua vida pessoal, fazer os seus planos e aprender com os erros são factores fundamentais para conseguir o que deseja.

Sabe qual a forma de conseguir isso? Conheça 10 atitudes que te ajudam a alcançar o sucesso.

Lembre-se sempre das suas vitórias

Lembrar-se de tudo o que já conquistou até hoje na sua vida é importante. Isso não vai deixar-te desanimado e impedede desistir. Lembre que mesmo com as adversidades da vida é possível atingir os seus objetivos. E isso não será diferente das suas próximas metas. Se esforce.

Tenha planos e objetivos

Alcançar o que quer só é possível se isso estiver claro na sua mente. Então é muito importante que faça planos claros sobre como atingir as suas metas. Isso facilitará, inclusive, o acompanhamento dos seus resultados.

Faça coisas que lhe agradem.

É lógico que fazer o que gosta te dará motivação. O seu desempenho vai depender daquilo que escolherá seguir. Isso facilitará também para analisar os seus desempenhos e impedir que erre e prejudique o seu desempenho pessoal.

É bom aprender com os erros

Não podemos esquecer que erros são parte do processo. E isso não pode ser motivo para nos frustrar ou desanimar. Nesses casos é muito importante ver o que é possível aprender com os erros e melhorar o nosso desempenho.

Seja produtivo

O sucesso, em qualquer área, depende do nosso desempenho e das nossas atitudes. Por isso temos de esforçar na nossa produção e desempenho.

Acompanhe o seu desempenho

Muito importante acompanhar e registrar cada passo nesta sua trajectória. Acompanhar esse progresso é importante para saber o que tem funcionado e o que pode ser adaptado. Ao longo do tempo é possível fazer uma boa regulação de tudo.

Não deixe de comunicar

Saber manifestar o que pensa e comunicar com as pessoas de forma eficiente é essencial para as pessoas que desejam alcançar o sucesso. Então não deixe de treinar a sua capacidade de articular as suas ideias.

Acredite em si e na sua capacidade

Sem coragem e confiança não chegará muito longe. Então é importante acreditar na sua capacidade. Isso dará mais força, energia, confiança e coragem para atravessar as adversidades.

Se precisar de mudar, não tenha medo disso

As mudanças fazem parte da vida. Então deverá saber lidar com elas. Precisará de lidar com diferentes pessoas, diferentes cargos e chefias. Numa carreira de sucesso, passará por diferentes posições e não deve temer isso.

Peça ajuda quando precisar

Quando encontrar dificuldades, coisas que não possa resolver sozinho, não tenha medo de pedir ajuda. Pedir ajuda, quando necessário, não é motivo de vergonha. Isso poderá fazer com que resolva os seus problemas mais rapidamente.

Independente da área da sua vida que queira melhorar, saber como agir corretamente é a chave para conseguir o sucesso em todas elas.

Artigo publicado originalmente no  Portal do Budismo 

Virou líder? Conheça os desafios que vêm pela frente

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Independente da área de atuação, todo mundo almeja ter reconhecimento profissional e ascender na carreira. Entretanto, a fase de transição é repleta de desafios, especialmente quando se assume um cargo de liderança.
Esse momento exige desenvolvimento de competências e um planejamento especial para os primeiros meses, período essencial para a consolidação da liderança. Outro ponto que irá influenciar, e muito, a nova gestão é a adaptação.
No mundo corporativo, a capacidade de se adaptar a um novo cenário é entendida como uma competência essencial. O grau de adaptabilidade (mais rápido ou mais lento) pode significar ganhos ou perdas significativas para o negócio. O quanto antes conseguir se adaptar, mais rápido serão os resultados.
A transição para a liderança é difícil porque representa uma série de mudanças que irão aumentar o seu raio de abrangência e visão do negócio. Uma delas consiste em deixar de responder pelos resultados individuais e passar a responder pela entrega do grupo.
O livro Pipeline de Liderança, de Ran Charan, Stephen Drotter e James Noel, nomeia essa transição como “primeira passagem”, que compreende três principais fatores de mudança. São eles: habilidades, alocação de tempo e valores profissionais.
Em relação às habilidades, a mais difícil está em deixar de fazer o trabalho anterior e passar a apoiar a equipe na execução. A dificuldade está em deixar de lado as competências que garantiram o reconhecimento até aqui, para incorporar outras habilidades do gestor como planejar, delegar, apoiar, avaliar e desenvolver pessoas.
Outro desafio importante é a alocação do tempo, isto é, como torná-lo produtivo. Conciliar as suas atribuições e estar disponível para a equipe, passa a ser um fator determinante para o sucesso da liderança. Essa condição é especialmente difícil para os gestores de primeira viagem, que tendem a realizar o trabalho anterior e não assumem a liderança do grupo.
Lembre-se, uma das maiores missões agora é inspirar e mobilizar a equipe para não apenas aceitar os valores da empresa, mas sim fortalecê-los e disseminá-los no dia a dia.
Quando analisamos o todo, vemos que um dos pontos mais difíceis é a mudança de valores profissionais. É preciso entender as práticas de liderança e gestão como impulsionadoras para os resultados com a equipe. Se você foi nomeado líder é porque mostrou ter capacidade para assumir a função e superar esses e outros desafios.
Aproveite a oportunidade para desenvolver suas competências e decolar sua liderança.
Por: Clarissa Santiago – Gerente de inovação e aprendizagem da Enora Leaders, empresa de educação corporativa especializada em aceleração de resultados.

Comunicação para se destacar em entrevistas de emprego

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Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, nem sempre é fácil conseguir uma entrevista de emprego e, quando se consegue, muitas vezes é preciso disputar a vaga com outros profissionais. Com o desemprego em alta no Brasil – são 13,7 milhões de desempregados até o primeiro trimestre deste ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – torna-se ainda mais fundamental que o candidato trace estratégias para se diferenciar dos demais.

Em uma entrevista de emprego, os candidatos são avaliados desde o minuto em que cumprimentam o recrutador. É comum que, nos primeiros momentos da entrevista, seja feita a avaliação comportamental do candidato: se ele é introvertido ou extrovertido, se passa confiança, se sabe como se portar e se parece alinhado à cultura da empresa. Somente após esse primeiro contato é que a entrevista tem início, e passam a ser analisadas as habilidades técnicas do profissional.

Para o especialista em comunicação verbal Kim Archetti, o mais importante é buscar agir sempre da forma mais natural possível para conquistar a empatia do interlocutor ao longo da entrevista. “Quanto mais natural e à vontade o candidato estiver, mais o recrutador enxergará um profissional preparado para assumir o cargo na empresa”, diz.

Confira dicas que podem garantir o sucesso da entrevista de emprego:

Preparar-se
Uma entrevista pode causar nervosismo para algumas pessoas, fazendo com que falem demasiadamente ou até mesmo que se percam em seus discursos. “Para evitar que isso aconteça é preciso, antes de tudo, preparar-se sobre os conteúdos que deseja abordar a seu respeito durante a entrevista. Isso eliminará diversas possibilidades de ser pego de surpresa em alguma pergunta”, ensina Archetti.

O especialista também recomenda que o candidato pesquise sobre a empresa e os temas ligados à sua área de atuação. “Na maior parte do tempo, o candidato abordará questões sobre sua experiência e sua personalidade, mas é fundamental preparar-se para outros cenários, como falar o que acha a respeito da empresa ou o que espera sobre o segmento. Pensar sobre esses temas antecipadamente garantirá que o candidato aborde as questões de forma natural e mostre-se preparado”, comenta.

Agir de forma natural
Durante uma entrevista de emprego, além de o recrutador fazer suas próprias análises sobre cada candidato, em algum momento ele irá pedir por uma autoavaliação do profissional. Nessa hora, quanto mais o entrevistado conseguir expressar-se de forma clara e precisa, mais pontos ele contará a seu favor. “O segredo para abordar qualquer conteúdo de forma natural é dominar o que está sendo dito. Por isso, quanto mais a pessoa praticar, seja na frente de um espelho ou até mesmo com os amigos, mais ela conseguirá abordar o assunto naturalmente”, recomenda o especialista.

Manter o nível de atenção
Além de comunicar-se de forma clara, o candidato deve estar atento à linguagem corporal. Ela pode evidenciar o quanto de interesse está sendo direcionado para aquela situação. Através do modo de sentar-se ou de um olhar “perdido”, por exemplo, é possível perceber o nível de envolvimento de cada um. “Além de prestar atenção no recrutador, caso tenha contato com os concorrentes, fique atento ao comportamento de cada um. Vire-se para eles quando estiverem falando e evite distrair-se com outras coisas. Isso mostrará ao recrutador, além de respeito com os demais, que o candidato faz questão de acompanhar tudo o que está acontecendo no ambiente”, explica.

Ser protagonista
Para Archetti, todos devem ser protagonistas de suas próprias vidas, ou seja, destacar-se mostrando suas melhores habilidades e tudo que são capazes de fazer para agregar valor ao que está à sua volta. “Todos temos personalidade diferentes, o principal é saber como demonstrá-la de forma cativante e envolvente”, afirma ele.

Fonte: REVISTA MELHOR

Ricardo Eletro só terá novo dono em 90 dias

Negociação com fornecedores e bancos está prestes a ser concluída, mas entrada de novo sócio deve demorar ao menos três meses para ser homologada

Loja da Ricardo Eletro 

A Máquina de Vendas, dona da Ricardo Eletro, está prestes a concluir a renegociação de suas dívidas com fornecedores e bancos, mas o aporte financeiro de que precisa e a entrada de um novo controlador devem demorar ao menos três meses para serem efetivados. Isso porque os credores que não aceitarem o acordo da recuperação extrajudicial em curso podem impugná-lo na Justiça. O plano só é homologado após uma nova rodada de negociações com os insatisfeitos.

A homologação demora entre 90 a 120 dias. É preciso dar a entrada no processo e o juiz dá um prazo para os credores solicitarem a impugnação. Qualquer investidor só vai colocar dinheiro na empresa quando a questão da dívida estiver estruturada – explicou uma fonte próxima às negociações.

A dívida da Máquina de Vendas soma cerca de R$ 2,5 bilhões, mas menos de R$ 2 bilhões fazem parte do processo de recuperação extrajudicial – a empresa já tinha renegociado uma parte de sua dívida com bancos em outubro do ano passado.

Diferentemente da recuperação judicial tradicional, na extrajudicial a negociação é feita em grupos de credores, que podem ser divididos por tamanho da dívida, tipo do credor, moeda ou segmento de atuação. São várias negociações em paralelo.

O processo está avançado. Os credores estão apoiando a companhia, mas é uma negociação com muitos credores e não é possível afirmar se será concluída em um ou dois dias ou em um mês. Essa previsão muda todo dia – disse a fonte.

 

O plano precisa ser aprovado por no mínimo 60% de cada grupo de credores. As dívidas trabalhistas não fazem parte da renegociação.

Aporte de até R$ 1,2 bi

Com a dívida equacionada, a Starboard Restructuring Partners, fundo de gestão de investimentos em negócios em dificuldades e reestruturação de empresas, deve entrar no controle da Máquina, com um aporte de R$ 250 milhões. Esse valor pode subir para R$ 1,2 bilhão considerando os recursos de outros investidores e fornecedores, que negociam prazos para garantir capital de giro à varejista.

O fundador da varejista, Ricardo Nunes, está tocando o dia a dia da empresa.

Ele terá uma participação minoritária da nova companhia quando a negociação – tocada por assessores financeiros, jurídicos e investidores – for concluída.

Fonte: O GLOBO ECONOMIA 

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