A trajetória do mineiro Ricardo ‘Eletro’ Nunes

Ricardo Nunes, dono da Ricardo Eletro – Fábio Rossi / Agência O Globo

A trajetória do mineiro Ricardo ‘Eletro’ Nunes

Garoto-propaganda sai do comando, mas segue no que mais sabe: vender

“O Ricardo cobre qualquer oferta”, diz o bordão mais famoso da Ricardo Eletro.

A rede de lojas de eletroeletrônicos e eletrodomésticos — como bem já diz o nome — tem voz e rosto. Fundador da empresa, seu principal garoto-propaganda e confiante na estratégia de que a “garantia do melhor preço” é o caminho para o negócio crescer, o mineiro Ricardo Nunes se prepara para deixar o controle da companhia. Ele é peça-chave no processo de reestruturação da Máquina de Vendas — dona da Ricardo Eletro — que será comprada pela Starboard, afirmam fontes próximas à negociação.

A trajetória de Ricardo Nunes nos negócios começou ainda no início da adolescência, em Divinópolis (MG), onde nasceu. Depois da morte do pai, ele começou a vender mexericas na porta de uma faculdade. Aos 18, já levava mercadorias de São Paulo para a cidade mineira. Vendia ursos de pelúcia e eletrônicos portáteis. Era o início da Ricardo Eletro, criada em 1989.

Ricardo garante que a experiência em vendas ao longo da adolescência ensinou a ele como tratar e atender o cliente. Quando a rede nasceu, as grandes varejistas concorrentes já tinham bem mais tempo de estrada. Para avançar, ele abraçou a tática da calculadora, oferecendo sempre o melhor preço, numa estratégia para dar uma mordida no mercado.

A expansão teve início pelo interior de Minas Gerais, chegando a Belo Horizonte em dez anos. Em 2002, veio a expansão para o Espírito Santo e, em 2005, a entrada no mercado do Nordeste, começando pela Bahia. Dois anos depois, a Ricardo Eletro comprou a rede MIG, com forte presença na região Centro-Oeste. E desembarcou no Rio de Janeiro em 2008.

A grande mudança veio em 2010, quando a Ricardo Eletro e a Insinuante se uniram, dando origem à Máquina de Vendas, que inclui as redes Citylar, Eletroshop e Salfer. Desde 2016, no entanto, todas elas passaram a exibir a marca da Ricardo Eletro.

O empresário — famoso por negociar diretamente com parceiros e clientes, trabalhando mais de 12 horas por dia — tinha planos ambiciosos na época da fusão com a Insinuante. Pretendia fazer a rede dobrar de tamanho até a Copa de 2014, chegando a mil lojas e R$ 10 bilhões em faturamento, com 30 mil funcionários.

As coisas não saíram exatamente como planejadas, embora a rede tenha ampliado sua atuação pelo país. Em 2011, o empresário foi condenado à prisão por corrupção ativa, após ser alvo de denúncia oferecida pela Procuradoria da República. Ele teria pago propina a um auditor da Receita para livrar a Ricardo Eletro de uma autuação. Nunes recorreu da decisão.

A receita líquida da Máquina de Vendas encolheu de R$ 8,7 bilhões, em 2013, para R$ 5,5 bilhões, em 2016, dado mais recente disponível. A companhia passa por uma completa reestruturação, contando atualmente com 650 lojas e 13 mil funcionários. Segundo uma fonte próxima à empresa, 500 lojas foram fechadas desde 2014.

Com o pedido de recuperação extrajudicial, porém, a Máquina sela o acordo para que a Starboard adquira a companhia. Nunes vai deixar o controle, mas não irá se afastar do negócio que tem a sua cara. Ele vai permanecer na área comercial, afirma a mesma fonte, focado em vendas, firme na caminhada iniciada lá atrás, aos 12 anos.

SAIBA AINDA:

Ricardo Eletro só terá novo dono em 90 dias 

Fonte: Agência O Globo

 

O Magazine Luiza continuará surpreendendo?

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A varejista Magazine Luiza, uma das estrelas da bolsa brasileira, anuncia seus resultados para o segundo trimestre após o fechamento do mercado nesta segunda-feira.

Segundo relatório da XP Investimentos, a companhia deve anunciar receitas de 3,2 bilhões de reais no trimestre, 19% a mais que os 2,7 bilhões do mesmo período de 2017, mas 11% a menos que no primeiro trimestre de 2018. Assim como aconteceu com outros varejistas, o resultado deve ter impacto negativo da greve dos caminhoneiros e da Copa do Mundo.

Nos últimos 12 meses o valor de mercado do Magazine Luiza cresceu 170%, para 25 bilhões de reais. Uma das fortalezas da empresa nessa escalada foi surpreender seus investidores com resultados acima do esperado trimestre após trimestre. Um dos desafios, impostos pelo novo patamar dos papeis, é mostrar que a companhia é tão eficiente e inovadora quanto o mercado passou a acreditar.

O varejo de móveis e eletrodomésticos vive um período de transformação no Brasil. Na sexta-feira EXAME informou que uma das grandes empresas do setor, a Máquina de Vendas, dona da Ricardo Eletro, entrará em recuperação extrajudicial e deve ganhar um novo dono. No final de julho a revista VEJA revelou que aumentaram as chances de o Magazine Luiza comprar outra grande varejista, a Via Varejo, dona de Casas Bahia e Ponto Frio. A americana Amazon e a chinesa Tencent também estariam de olho na Via Varejo.

Todos correm para ganhar escala num mercado que depende cada vez mais das vendas online, que no Brasil ainda respondem por menos de 10% do mercado, enquanto em países como a China já chegam a 25% do total. Na internet, as fronteiras se misturam, com produtos dos varejistas sendo ofertados junto com itens de milhares de outros vendedores. Ano passado, depois de uma longa dominação da B2W, dona da Americanas.com, o marketplace Mercado Livre assumiu a liderança no e-commerce brasileiro, marcando essa nova era.

O Magazine Luiza tem vantagens competitivas. Das redes tradicionais, é a que mais conseguiu integrar online e offline. Seus 800 pontos de venda pelo país funcionam como centros de distribuição para as vendas feitas também pela internet. O problema é que essa inovação inspirou a concorrência. Integração de canais é o novo mantra do varejo. Como ir além é um resposta que o Magazine Luiza pode dar na conferência com investidores.

 

Fonte: Exame

8 DICAS PARA ELABORAR UM BOM CURRÍCULO

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Nem é preciso dizer que é um currículo muito bom se destaca na pilha de CVs que os recrutadores recebem todos os dias. Segundo profissionais de Recursos Humanos (RH), eles levam cerca de 30 segundos para dar aquela “passada de olho” no CV para descartá-lo ou analisar melhor.

Dessa forma, é essencial acertar nessa fase inicial, fisgar o olhar do recrutador para que ele te observe melhor e chame-o para uma entrevista. É o momento que você tem para vender sua qualificação profissional. E como vendedor você sabe, a apresentação é muito importante para o sucesso.

1. Sintetize sua experiência em uma página

Recrutadores são unânimes em dizer que o candidato deve ser breve, o que não significa incompleto. Assim, você deve ser capaz de sintetizar a experiência profissional em uma página. Destaque a empresa, cargo(s) e período em cada um em ordem cronológica inversa, da mais nova para a mais antiga.

2. Nome, endereço, contato e outros dados pessoais

No alto da página, coloque seu nome completo em destaque, use negrito e uma fonte com um número maior do que do restante das informações. O endereço é necessário porque algumas empresas, principalmente nos grandes centros, levam em consideração onde o candidato mora para contratar ou não. Outro dado pessoal importante é a data de nascimento, pois ela demonstrará um parâmetro para avaliar o quanto você realizou, com qual idade se inseriu no mercado de trabalho e outros. Os contatos também são imprescindíveis, o que inclui telefones, e-mail e Skype – esse último porque muitas empresas realizam entrevistas por Skype.

3. Formação acadêmica e outros cursos

Informe quais cursos já fez, em nível acadêmico e livres. Os cursos livres mostram que você procura se aperfeiçoar, assim como pós-graduações, MBAs, mestrados e outros. Além do curso, você precisa informar a duração deles para que o entrevistador saiba quanto tempo e profundidade teve sua capacitação.

4. Idiomas

especialistas orientam colocar apenas línguas nas quais você tenha pelo menos nível intermediário, pois básico dá a impressão de que é ruim. Vale colocar inglês avançado para leitura e intermediário para conversação, por exemplo, pois em algumas organizações é necessário ler muitos documentos em outra língua.

5. Formatação

O ideal é o básico. Escolha entre as conhecidas Arial ou Times New Roman. Tamanho deve variar entre 10 e 12, nunca menor ou maior. Menor oferece dificuldade de leitura, cansa o olhar e maior dá a impressão de que o candidato quis espichar a informação. Evite margens para que o currículo fique com visual mais limpo.Inclusive, no final deste artigo há um modelo para você baixar já formatado.

6. Premiações e outros destaques

Com certeza esse item chama a atenção do recrutador. Em meio a tantas listas de empresas se você tiver recebido algum prêmio pela atuação profissional ou algum outro tipo de reconhecimento ele vai olhar para seu currículo de outra forma.

7. Pretensão salarial só se solicitarem

Só diga a remuneração desejada se a empresa exigir no anúncio da vaga e nunca no currículo, só por e-mail e telefone. Em algumas corporações, os benefícios da vaga podem ser um complemento tão interessante para o colaborador quanto o salário. Assim, dizer quanto deseja ganhar sem ser perguntado pode fazer você perder uma bela oportunidade.

8. A verdade acima de tudo

Nunca diga que fez algo ou que tem uma habilidade só para impressionar. Lembre-se que o papel aceita tudo, mas o recrutador usa técnicas que podem desmascarar um currículo e se você ainda assim conseguir passar pela entrevista, no dia a dia seus diretores verão que você não é tudo que falou. Assim, de nada irá adiantar ter elaborado o currículo perfeito se rapidamente o esforço para ser contratado cair por terra. Dessa forma, em pouco tempo você estará distribuindo-o novamente.

Fonte: Escola Brasileira de Vendas

DANCE CONFORME A MUSICA

DANCE

Um grande vendedor não atende clientes da mesma forma toda vez, e sim, tem a capacidade de se adaptar às diferentes situações e ao estilo e ritmo de cada cliente.

 
Você não precisa se transformar cada vez que estiver conversando com um novo cliente, nem desenvolver múltiplas personalidades.
Entretanto, um cliente mais formal pode não responder muito bem a uma abordagem descontraída, assim como alguém descontraído talvez não goste de uma abordagem excessivamente formal.
 
Uma vez Harry Friedman, consultor de varejo mundialmente conhecido e fundador do The Friedman Group, estava ensinando um jovem vendedor a abrir a venda.
Ele o observou utilizando uma abordagem engraçada com um casal de uns 20 anos de idade.
Quando chegou a vez do jovem, ele usou a mesma abordagem com um casal de 60 anos.
Resultado: perdeu a venda. 
 
A questão não é julgar os clientes, mas observá-los e ouvi-los, para construir seu atendimento de forma a deixá-los à vontade.

Precisamos de um VAR para a vida? 10 lições da Copa para o ambiente de trabalho

VAR

Sem ter sido cotada entre as favoritas no início da Copa 2018, a Croácia chegou invicta à final contra a França GABRIEL BOUYS / AFP

Especialistas em carreira apontam: o que aconteceu na Rússia pode servir de exemplo também a quem não entra em campo.

A Copa do Mundo deixou exemplos para além das quatro linhas do gramado. Quem viu a superação da Croácia, o brilho de Mbappé e a queda precoce da Alemanha pode aprender muito mais do que apenas ensinamentos sobre o futebol.

— O Mundial nos trouxe grandes lições corporativas. Que possamos aproveitá-las com sabedoria e, mais do que isso, aplicá-las na prática — defende Ronald Dennis Pantin Filho, presidente e fundador da Sociedade Gaúcha de Coaching (SGC).

Para André Streppel, diretor-executivo da WK Outsourcing, empresa que presta consultoria em recursos humanos, a competição evidenciou ainda que talentos individuais não bastam para formar uma equipe campeã:

— É aquela história de que, quando a equipe está bem, o talento individual aparece mais. A Copa mostrou bem que até os melhores do mundo, como Cristiano Ronaldo e Messi, têm seus dias ruins, mesmo em momentos tão importantes. É o que acontece também no nosso dia a dia.

O grande exemplo desta Copa é que o coletivo superou o individual. Vivemos em uma época em que palavras como cooperação e colaboração ganham cada vez mais importância dentro das empresas, e acredito que essa é uma das grandes lições que a Copa nos trouxe. As empresas devem apostar cada vez mais na sinergia das marcas pessoais dentro de seus times – explica Ilana Berenholc, especialista em presença executiva.

Inspirados na competição, três profissionais de desenvolvimento de carreira ouvidos por GaúchaZH destacaram exemplos que podem servir de lição para quem quer avançar na profissão ou conquistar mais confiança na vida pessoal. Confira abaixo:

A força da Croácia

Desacreditada, sem ter sido cotada entre as favoritas no início da Copa 2018, a Croácia chegou invicta à final contra a França. Só perdeu a última partida, mas saiu com um honroso – e histórico – segundo lugar. Não foi fácil: a Croácia enfrentou três prorrogações (e duas decisões por pênaltis) na fase de mata-mata da competição, contra a Dinamarca, nas oitavas de final; contra a Rússia, nas quartas de final; e contra a Inglaterra, na semifinal.

— Os jogadores pareciam não se abalar. Mesmo saindo atrás no placar em muitas partidas, se mantinham tranquilos, iam pra cima e revertiam a desvantagem. Isso deve ser tomado por todos como um exemplo de como suportar a pressão e sempre dar o seu melhor – garante Ronald Dennis Pantin Filho, presidente da Sociedade Gaúcha de Coaching (SGC), com 30 anos de experiência na gestão de pessoas em grandes empresas.

A liderança de Tite

Mesmo com o resultado adverso, Tite saiu defendido pela maioria dos brasileiros – o que, na avaliação dos especialistas, demonstra um grande amadurecimento inclusive para a população do país, que geralmente cobra do comandante da Seleção nada menos do que o título.

— O apoio a Tite é uma das poucas certezas para as próximas competições e a Copa de 2022. Ele exerce um tipo de liderança humanizada, em que os integrantes da equipe sentem-se parte de um todo maior. Isso acaba dando um sentido muito forte de missão ao time – entende Pantin Filho.

O rodízio de Tite

Apesar dos elogios ao técnico da Seleção Brasileira, o coach Pantin Filho aponta dois erros da gestão de Tite: a indicação de um capitão diferente a cada partida – “um time precisa entender quem é o seu líder e reforçar cada vez mais a figura dele” – e a hesitação em fazer substituições na partida contra a Bélgica – “um jogo nas quartas exige do técnico decisões rápidas e ousadia”.

A estrategista em personal branding Ilana Berenholc acrescenta:

– Muito se falou da preferência dele por certos jogadores, dando pouca ou nenhuma oportunidade a outros. Não há nada que possa gerar mais insatisfação em uma equipe do que o sentimento de que oportunidades são dadas por preferência, e não por mérito. Outra questão é o fato de não ter escolhido um capitão. As pessoas querem autonomia para realizar seu trabalho, mas ainda assim querem uma figura que seja como uma bússola para aquela equipe.

A demissão na Espanha

Dias antes de começar a Copa, o Real Madrid anunciou que, com a saída de Zinedine Zidane, o então técnico da Espanha, Julen Lopetegui, seria o novo comandante da equipe. Sentindo-

se traída, a federação espanhola não gostou de não ter feito parte das negociações e demitiu Lopetegui. Fernando Hierro assumiu a equipe às pressas na Rússia.

— Demitir o seu treinador no início da Copa foi um gol contra violento. Seria o mesmo que tirar um presidente de uma empresa em meio a uma negociação histórica com algum cliente. Mesmo que o time tenha dito que isso não refletiu dentro do campo, o desempenho da Espanha na Copa, desclassificada pela Rússia nas oitavas, fala por si só – avalia Pantin Filho.

Palmas a quem fez seu melhor

O Panamá perdeu os três jogos que disputou e sofreu 11 gols, mas os dois que marcou foram comemorados como títulos.

— Muita gente diz que o importante é participar. Mas não acho isso. O importante, como aconteceu com seleções como a do Panamá na Copa, é cada um fazer o seu melhor. Se o seu melhor é conseguir fazer um gol, mesmo tomando seis, vai ficar todo mundo feliz, e isso tem mesmo de ser celebrado — aponta André Streppel, diretor-executivo da WK Outsourcing.

GABRIEL BOUYS / AFP
MbappéGABRIEL BOUYS / AFP

A ascensão de Mbappé

Se Neymar saiu contestado e Cristiano Ronaldo e Messi deixaram a Copa sem muito brilho, uma estrela francesa despontou: o agora campeão do mundo Mbappé. E isso, apontam gestores de carreira,não se deve apenas ao seu talento.

— As competências técnicas, o que chamamos de hard skills, não são suficientes para ser uma referência, seja no campo de futebol ou no meio corporativo. Jogadores que se tornam ídolos apresentam algumas características em comum: além do talento, eles têm soft skills, as habilidades de relacionamento interpessoal, comunicação, inteligência emocional e empatia – diz Ilana Berenholc.

Ela afirma que Mbappé ainda precisa construir sua reputação:

— A reputação leva tempo para se desenvolver, o público precisa perceber a consistência na demonstração do comportamento de um profissional em diferentes ocasiões.

A ausência na Argentina

Desde os primeiros jogos da Argentina, transpareceu a falta de liderança do treinador Jorge Sampaoli. O técnico acabou fragilizado após rumores de supostas discussões com seus jogadores, sendo vaiado nas últimas partidas.

— Ficou clara a sua falta de liderança, pois logo depois da Copa foi demitido. Não adianta ter craques/talentos se não houver uma liderança firme e forte no comando. Talentos têm habilidades que devem ser corretamente direcionadas por uma líder carismático e equilibrado — diz Pantin Filho.

Precisamos de um VAR para a vida?

Um dos protagonistas da Copa sequer entrou em campo. O árbitro de vídeo, o VAR, foi decisivo em várias partidas, incluindo a final. Também inibiu a deslealdade e a violência, afinal, os jogadores sabiam que estavam sendo mais monitorados.

Será que nos ambientes de trabalho também é assim?

— Certamente nos comportamos bem melhor quando estamos sendo observados — diz Streppel, citando as semelhanças entre o VAR e a presença constante de câmeras também nas empresas e no dia a dia.

Não é só com registros em vídeo que a reputação de alguém pode ser afetada. Os profissionais de desenvolvimento de carreira salientam que falar mal dos colegas pelas costas, espalhar boatos e fazer críticas enciumadas no trabalho podem nem ser gravadas, mas, invariavelmente, acabam descobertas. E quem fica mal nessa história, como em uma revisão do VAR que mostra a farsa de um jogador, é quem estava mais buscando diminuir o reconhecimento de outros antes do que se preocupar com os próprios feitos.

A decepção com Neymar

JOE KLAMAR / AFP
NeymarJOE KLAMAR / AFP

O futebol abaixo de seu potencial e as encenações em campolevaram Neymar a sair da Copa contestado pela torcida brasileira – e ainda como motivo de piada internacional.

— Neymar demonstrou, mais uma vez, que sente o peso de ser cobrado e referenciado como craque. Fica evidente a falta de inteligência emocional em momentos adversos — afirma Pantin Filho.

Comparando a decepção com Neymar ao dia a dia das empresas, ele diz que seria equivalente pensar que um grande executivo, em meio a uma situação de crise nas vendas ou no faturamento, se mostre fraco diante do seu time e perante os seus superiores.

— Com uma grande diferença: o executivo não deu resultado, “tchau”, vai embora. A empresa coloca no lugar alguém que dê. Já no caso do Neymar, não é assim.

E como recuperar-se de uma imagem manchada? Com o camisa 10, foram as encenações, mas e quem passa por um vexame na festa da firma, por exemplo? A ordem é entender o problema, aprender com o que aconteceu e tentar evitar novas recaídas.

Todo profissional tem um lado sombra: aqueles comportamentos que podem influir negativamente na carreira e nos relacionamentos profissionais. É preciso saber administrá-los, já que são os maiores fatores de risco, independentemente de quão talentoso ele seja – afirma Ilana.

A queda das grandes

Para os especialistas, a queda de Brasil, Alemanha e Argentina antes das semifinais encontra paralelo com a situação por que passam grandes empresas em um mundo globalizado. Streppel afirma:

— Cada vez mais gigantes estão tendo sérios problemas para lidar com mudança, com inovação.

Para ele, seleções tradicionais, assim como empresas reconhecidas, têm dificuldades naturais para lidar com novos processos: enquanto nelas mudanças demoram mais a acontecer, start-ups – ou equipes como uma Bélgica ou uma Croácia – têm mais facilidade para inovar, assim pegando de surpresa quem já está no mercado, seja o corporativo ou o esportivo, há mais tempo.

— Seleções maiores vivem o mesmo dilema que as empresas muito grandes, que é o de conseguir mudar de maneira significativa em um curto espaço de tempo – conclui o diretor de RH.

 

Fonte: GAUCHA ZH

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