Meu Deus, como andamos chatos

Meu Deus, como andamos chatos, dei-me conta outro dia.

Não paramos de reclamar. Muitas vezes com razão: os impostos, o custo de vida, o desemprego, a violência, a prolongada adolescência dos filhos, a súbita falsidade de alguém em quem confiávamos tanto, a velhice complicada dos pais, a pouca autoridade das autoridades, a nossa própria indecisão…

Pensei que uma das coisas que andam ficando raras é a alegria, e comentei isso. Alguém arqueou uma sobrancelha:
– Alegria? A palavra está até com cheiro de mofo… Tanta coisa grave acontecendo, tanta tragédia, e você fala em alegria?

Pois comecei a me entusiasmar com a ideia, e provocativamente fui contando nos dedos os motivos que deveriam levar a que o grupo se alegrasse: a lareira crepitava na noite fria, uma amizade generosa circulava entre nós, três bebês dormiam ali perto, na sala ao lado, ouviam-se risadas e, apesar de sermos na pequena roda mais ou menos calejados pelas perdas da vida, tínhamos os nossos ganhos em experiência, amores, conhecimento, esperança.

Nenhum de nós desistira da jornada. Nenhum de nós era um malfeitor, um ser humano desprezível, ao contrário: a gente estava na luta, tentando ser decente, tentando superar os próprios limites. (…)

Repeti a minha pequena heresia:
– Eu acho que uma das coisas que andam faltando, além de emprego, decência e tanta coisa mais, é alegria. A gente se diverte pouco. Andamos com pouco bom humor.

Érico Veríssimo dizia: “em certos momentos o que nos salva nem é o amor, é o humor”. Um riso bom ou um sorriso terno em meio a toda a crueldade, falsidade, hipocrisia, violência de acusações abjetas, de calúnias vis, de corrupção escandalosa, de desagregação familiar melancólica, de mentira secreta e venenosa podem nos confortar e devolver a esperança.

Por: Lya Luft

A MOTIVAÇÃO É UMA VIA DE MÃO DUPLA…SEU LÍDER PRECISA DA SUA MOTIVAÇÃO

MOTIVAÇÃO

A MOTIVAÇÃO É UMA VIA DE MÃO DUPLA…

Qual foi a ultima vez que você MOTIVOU ou INCENTIVOU seu líder?

A pergunta pode parecer absurda, mas carece uma reflexão, estamos tão habituados a ouvir que LÍDERES PRECISAM SER MOTIVADORES, construíram para nós a figura do líder-super-homem ou gestora-mulher-maravilha…

Me responda sinceramente, qual foi a última vez que você disse para o seu chefe CALMA QUE VAI DAR TUDO CERTO, SIGA EM FRENTE E NÃO DESANIME DE SEUS OBJETIVOS, QUE EXCELENTE IDEIA A SUA, CONTE COMIGO PRA TE AJUDAR….

Esquece as frases prontas, o puxa-saquismo e seu medinho de perder o emprego.

Qual foi a última vez que você defendeu seu gestor e as ideias dele na fofoca do cafezinho?Nas reuniões?Nos grupos de zap zap, qual foi a ultima vez que você teve essa coragem sem se importar com o que os outros irão pensar?

Líderes também precisam de motivação por parte da sua equipe, quando lançam um projeto, quando propõem uma ideia inovadora, quando criam uma campanha de incentivo e até mesmo quando fracassam em seus projetos, em sua metas, nos seus objetivos…

Pode parecer mesmo absurdo isso, mas seu líder também é um ser humano…assim como você, ele tem medos, incertezas e claro, tem sentimentos.

Portanto…antes de ficar de mimimi reclamando do seu líder, cobrando dele a motivação que você tanto deseja…pare pra pensar um pouco, o quê você tem feito de verdade para motivar seu líder a ser um cara melhor…

Tudo nessa vida é uma via de mão dupla …quer sorrir, faça sorrir, quer ser feliz, faça feliz…quer motivação e incentivo, aprenda a motivar e incentivar…

Simples assim…sendo você um líder ou não.

VOCÊ TREINA E CAPACITA SUA EQUIPE?

VOCÊ TREINA E CAPACITA SUA EQUIPE?
CAPACITAÇÃO.

Hoje um amigo pediu para que eu escrevesse um pequeno depoimento sobre TREINAMENTO e CAPACITAÇÃO do TIME DE VENDAS.

Antes de mais nada fui logo me referindo sobre uma frase do Leonardo da Vinci que está na capa dos meus livros da faculdade – APRENDER É A UNICA COISA QUE A MENTE NÃO SE CANSA, NÃO TEM MEDO E NUNCA SE ARREPENDE!

Caro GESTOR, LÍDER, GERENTE, ou seja lá qual for o nome bonitinho que você se auto define…se você não capacita sua equipe, você com certeza não está alcançando os resultados que a empresa espera de você…e pior…aposto que você coloca sempre a culpa disso na sua equipe, como se ela fosse realmente culpada por sua incompetência gerencial….

Treinar e capacitar deixou de ser apenas mais uma atividade, trata-se de uma questão obrigatória…

OU VOCÊ CAPACITA E TREINA OU PERDE O JOGO!

Costumo dizer que o CONHECIMENTO que você adquire dentro de uma empresa é a única coisa que de fato você leva quando sai…você devolve uniforme, crachá, agenda, cartão de vale transporte ….mas o conhecimento ninguém te toma…nem pede de volta.

Muitos gestores ainda não dão a devida importância para essa tal capacitação…sequer sabem treinar e capacitar…ao meu ver estão na posição errada…

Agora se por um lado essa turma ocupa um cargo que não deveria ocupar…uma parte de culpa precisa ser atribuída as empresas, que muitas das vezes promovem as pessoas para cargos de gestão sem igualmente capacitá-los para tal função…não é comum se deparar com promoções de ótimos vendedores a cargos gerenciais, um grande equívoco na maioria dos casos…
Enfim, eu defendo a seguinte tese:

Vamos imaginar que o CONHECIMENTO DENTRO DAS EMPRESAS SEJA FORMADO POR UMA PIRÂMIDE

O EMPRESÁRIO ( o dono ) precisa se capacitar constantemente…atualizar seus conceitos, participar de workshops com outros empresários, se atualizar sobre as mudanças mercadológicas…entender que aquilo que deu certo no passado nem sempre dará certo hoje…e muito menos amanha…estar antenado ao novo …

Os DIRETORES precisam igualmente se capacitarem…depois de anos na corporação, geralmente esta turma após serem promovidas se esquecem ou muitas das vezes devido as atribuições do cargo não conseguem arrumar um tempo para dedicaram a novos aprendizado ou estudos…

Os GERENTES empurrados pela pressão de alcançar metas, manter seus empregos, muitas vezes envolvidos em tantas atribuições, sequer podem se dedicar a própria carreira no sentido se dedicarem aos estudos…

Os VENDEDORES …geralmente bem sucedidos acreditam cegamente que já dominam o processo de vendas…um grande equivoco penso eu…pois se já são campeões no que fazem …imagina só se o aperfeiçoamento e aprendizado lhes fossem uma constante rotina…

Para qualquer organização, seja ela pequena ou grande …essa pirâmide precisa ser implementada de cima para baixo e jamais ao contrário…qualquer iniciativa que não siga esta ordem corre um sério risco de fracassar…

 

TREINE, CAPACITE …não existe outro caminho para o SUCE$$O nos negócios!

Por que capacitar os profissionais de vendas?

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Tornar-se vendedor em nosso País, na maioria das vezes, acontece por conta de uma necessidade financeira ou por alguma oportunidade inesperada.

A verdade é que quando menos você espera, já está vendendo alguma coisa.

Diferente de outros profissionais, que estudam e se formam para depois começarem a exercerem suas atividades por formação, como por exemplo os médicos, advogados, engenheiros etc, os vendedores não se formam, eles se tornam.

Infelizmente, vendedor é uma obra do acaso, do destino ou, como alguns acreditam, é uma vocação. Não são profissionais por capacitação, mas sim por necessidade momentânea. Porém, muitos se apaixonam por vendas e desenvolvem suas carreiras na nobre arte de vender.

Poucos empresários se dão conta que o setor de vendas funciona como o coração da empresa. São elas que impulsionam todo o sangue que percorre pelo corpo organizacional. Sem vendas, a empresa deixa de existir. Parece um clichê, mas é a pura verdade. Vamos imaginar que a partir de amanhã sua empresa pare totalmente de vender. O que acontece? Falência múltipla de órgãos ou, de maneira bem simples, morre.

Algumas empresas percebem isso tarde demais e, quando se dão conta, enchem seus setores comerciais com pessoas sem capacitação, sem propósito e, principalmente, sem compromisso com a principal meta que toda organização possui:

A VENDA COM RENTABILIDADE 

Investir na capacitação dos profissionais de vendas assegura uma equipe treinada e capaz de cumprir seu verdadeiro papel, que é superar todos os dias as metas de faturamento de sua empresa com rentabilidade. Caso contrário, prepare-se para conhecer os trâmites jurídicos de uma empresa que caminha para a falência.

Um profissional de vendas não pode mais usar antigas técnicas do passado, ou simplesmente, falar muito e ouvir pouco. O consumidor moderno possui uma gama de informações em seu favor. Sendo assim, um vendedor precisa sempre estar um passo à frente do cliente, com atualizações constantes e uma prestação de serviço exclusiva para cada atendimento que realiza. Desta maneira, ele vai fazer o cliente vivenciar uma das palavras mais citadas no cotidiano do mundo corporativo, uma experiência única.

Mas, o mesmo vendedor que causa experiências positivas, também pode gerar experiências negativas, por isso sua equipe de vendas, faça da sua equipe de vendas verdadeiros profissionais na arte de vender para que possam realmente entender as características, vantagens e benefícios dos produtos ou serviços que oferecem.

O resultado é uma empresa forte, bem-sucedida e,

principalmente, com metas superadas mensalmente.

Fonte: Publicado originalmente em SETA DIGITAL

Atributo inovador atrai as organizações

Profissional ajuda negócio a acompanhar a velocidade das mudanças para sobreviver

PERFIL

“O profissional inovador pode ser encontrado em vários setores de uma empresa”, diz a psicóloga comportamental, Fabiana de Laurentis Russo.

Segundo ela, quem tem esse perfil é curioso, sugere ideias novas, busca informações sobre diversos assuntos, tem facilidade em associar experiências e utilizá-las de maneira transformadora, além de ser criativo e questionador.

“Ele tem em mente que é necessário e fundamental trabalhar em equipe, pois várias mentes pensam melhor que uma, e tem forte senso de coletividade. Além disso, flexibilidade é uma forte característica, que facilita adaptação a situações inesperadas, o que é sempre bem-vindo nas corporações.”

Diretor executivo da Michael Page, empresa global de recrutamento para alta e média gerência, Ricardo Basaglia afirma que a inovação entrou forte na agenda das empresas nos últimos doze meses.

“Minha percepção é de que houve aumento de investimentos nesse conceito. Agora, o desafio das companhias é saber conduzir a inovação para prismas que transcendam a tecnologia em si, isso quer dizer, como aplicar inovação de forma ampla, eficiente e diversificada, seja na gestão de pessoas, na condução de projetos, ou concepção de negócios.”

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Em relação ao profissional inovador, ele diz que esse perfil não deve ser confundido com o de alguém com habilidades meramente futuristas.

“Não é isso. Ele é um profissional que sabe olhar para o futuro, mas de forma orientada. Deve ser o responsável por construir a ponte que levará os negócios até o futuro. Portanto, não é alguém que olha à frente e tenta aplicar as tendências no presente imediato.”

Basaglia afirma que em qualquer modelo de negócio, no Brasil e no mundo, tanto o profissional quanto o conceito de inovação esbarram em resistência. “Por isso, a resiliência é uma capacidade determinante para ser um profissional inovador, porque a inovação tira as pessoas da zona de conforto.”

Na visão de um dos fundadores da plataforma de gestão de RH Convenia, Rodrigo Silveira, o que caracteriza o profissional inovador é a mentalidade positiva e uma insatisfação contínua.

“Isso faz com que essa pessoa esteja constantemente buscando melhorar, evoluir processos, produtos etc. É um profissional que contribui além de seu cargo.”

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Silveira diz que a inovação pode partir de pequenas ideias que melhorem processos, economizem ou garantam melhor produtividade, até insights para o desenvolvimento de produtos ou serviços. “O importante é que esse profissional esteja em constante evolução, atualizado com o mercado e alinhado com a estratégia da empresa.”

O conjunto de atributos descritos pelos especialistas compõe o perfil do desenvolvedor Luís Felipe Souza, de 26 anos. Ele trabalha na gestora de investimentos Magnetis há quase dois anos, e assim que foi contrato deixou evidente seu espírito inovador.

“A empresa ainda não tinha desenvolvido aplicativo móvel e nem tinha previsão de lançamento, então, sugeri a criação de um aplicativo usando tecnologia Progressive Web Apps (PWA), que ainda era pouco conhecida. Ela permite fazer um aplicativo sem a necessidade de criar um código, a partir do web site da empresa”, conta.

Após apresentar a ideia a todos do time, incluindo o CEO, a proposta foi aceita. “Todos concluíram que seria ótima alternativa para facilitar o acesso dos clientes ao sistema, por meio de celular. Criamos a solução rapidamente e ela é usada até hoje por alguns clientes, mesmo após o lançamento do aplicativo nativo”, diz.

Souza conta que depois de lançar o PWA, a empresa começou a se engajar cada vez mais no mundo mobile. “Acabei sendo deslocado para trabalhar no time de aplicativos. Estou gostando bastante, porque sempre procuramos usar tecnologias bem recentes.”

O jovem diz que trabalhar bem em equipe é importante na área de tecnologia. “Muitas vezes, não dá para suportar sozinho uma ideia muito grande. É preciso passar a ideia para outras pessoas para que ela seja desenvolvida em conjunto.”

Necessidade. Basaglia afirma que o perfil inovador passou a ser desejado pelas empresas por ser fator de sobrevivência, desenvolvimento e amplitude.

“Inovar é uma prioridade para todos os setores. Os seres humanos, não apenas na condição profissional, ou aprendem a inovar ou não saberão chegar com qualidade ao futuro, que chegará cada vez mais rápido.”

A guinada rumo à inovação, segundo ele, começa com a busca por melhor formação tecnológica, domínio da área de atuação, compreensão profunda do ecossistema que envolve a carreira e compromisso de construir pontes entre o presente e o futuro.

“Consiste, enfim, em melhorar o que é feito agora para criar soluções para o amanhã. Esse é um princípio orientador que faz toda a diferença.”

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‘Não adianta contratar o perfil correto e ter o ambiente errado’

Professor da FGV e especialista em inovação, Arthur Igreja, fala da importância de ter diversidade no time para que a inovação realmente cause impacto no negócio.

A busca por profissional inovador está em alta?
O mercado valoriza cada vez mais esse perfil. Em uma realidade na qual o contexto muda em velocidade crescente, ser capaz de identificar oportunidades e tendências virou atributo mandatório.

Qual é o perfil do inovador?
Entendo que é a capacidade de ter um olhar diferenciado, ser a pessoa que faz a pergunta inesperada, que consegue questionar produtivamente. Contudo, também tem alta capacidade de visão pragmática das coisas. Não podemos confundir inovação com curiosidade. Inovação é uma forma de resolver problemas, mas só faz sentido quando gera resultados. Muitos acham que o inovador tem muitas ideias, a ideia é apenas uma parte pequena neste ciclo.
Ele costuma ser observador? Sim, esta é uma das principais características. As melhores inovações surgem da observação de dores na experiência do consumidor e na observação de tecnologias emergentes. Conseguir combinar isso com um bom timing é fruto de afiada observação e experiência.

Ser resiliente é essencial?
Costumo dizer que inovar é um exercício de teimosia e aposta contra o mundo. O inovador parte da hipótese de que o status quo está errado e que algo pode ser radicalmente melhor, ou seja, é sempre uma estratégia de risco. Se a inovação é plenamente entendida, não é inovação, é evolução incremental.
Precisa assumir riscos então? Sim, e ao assumir riscos há aumento da taxa de erros, por isso deve ser resiliente para perseverar. Basta observar a trajetória de ícones da inovação, em sua grande maioria têm história errante antes de triunfar.

Trabalho em equipe é uma necessidade?
É condição essencial. Erroneamente são destacados casos de grandes personalidades de forma solitária, é virtualmente impossível causar grandes impactos sem um time incrível. Outro ponto é que a diversidade de mentalidades é item principal nas organizações mais inovadoras. Resolver problemas sozinho ou com um time muito homogêneo certamente é o caminho mais arriscado. É preciso ser capaz de suspender o julgamento, discutir abertamente e convergir para a melhor solução, sem importar quem a deu é essencial para ser inovador.

Como deve ser o ambiente de trabalho?
É desejável e importante oxigenar o ambiente de qualquer empresa com insights e tendências de outros mercados. Isso ajuda a abrir a mente. Mas vale lembrar que muitas vezes as melhores soluções surgem no chão de fábrica, ou vindas de profissionais que atendem diretamente os clientes, exatamente por estarem mais próximos de onde acontece a interface entre empresa e cliente.

O que a organização ganha tendo pessoas com esse perfil?
A empresa que possui profissionais inovadores ganha em capacidade de se adaptar constantemente, mas tem de prover ambiente no qual o erro seja tolerado e experiências incentivadas. Não adianta contratar o perfil correto e possuir o ambiente errado.

Fonte: ESTADÃO 

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